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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ACOMPANHE

Chapa de José Carlos subestima inteligência dos administradores


Numa campanha de bolsos generosos, e com intenção nitidamente enganosa, a Chapa 1 espalhou dispendiosos outdoors em todos os quadrantes da capital. Bem elaboradas sob o ponto de vista de marketing, as peças publicitárias falam de RENOVAÇÃO. A informação é capciosa com proposital intenção de esconder a verdade. O principal mentor da ideia, administrador José Carlos, não só é da situação como acumula cargos a granel.

O seu charme é tão irresistível que ele conseguiu ser eleito às seguintes funções: “Presidente da Comissão de Licitações, Presidente da Comissão de Eventos, Presidente da Comissão de Obras, Diretor de Fiscalização, Membro da Comissão de Tomada de Contas”. Fosse uma partida de futebol, ele seria, ao mesmo tempo, juiz, zagueiro, atacante, goleiro, técnico, dono da bola e tesoureiro do time. Segundo suas próprias declarações, a fenomenal ocupação de cargos é “porque ninguém mais se oferece para trabalhar.” Coisa de louco.

Mesmo sabendo que o Conselho Regional de Administração (CRA/GO) é um antro de preguiçosos crônicos, que joga todo o peso dos serviços em suas costas, o seu grupo gasta os tubos para se reeleger e continuar sofrendo.

Em minha análise, considerando que a eleição extrapolou os limites da autarquia e se transformou numa fanfarra pública, a Chapa funciona como uma cerveja Brahma às avessas. Ignora a inteligência dos administradores com se eles fossem bêbados que não raciocinam.

Está na cara que José Carlos tomou gosto pelas diversas presidências ocupadas e almeja controlar todos os destinos do CRA de Goiás. Como esbanja sedução em sorrisos fáceis, gestos ensaiados, retórica atraente, ternos dignos de um lorde, tem a confiança de eleição garantida.

Resta saber se esse incrível estro pessoal vai encobrir realidades indigestas. Será que, na hora do voto, os administradores vão esquecer as dívidas e as mazelas do CRA/GO? Ignorar contas pendentes? Vão desconhecer licitações que não obedeceram a lei? A simpatia de José Carlos será capaz de sanar litígios pendentes e denúncias realizadas no Ministério Público Federal? Nas urnas a resposta.

Para o CRA/GO, e os minguados administradores que ainda teimam em participar do órgão, essa não é uma eleição comum. É um marco capaz de tirar o CRA/GO de um lodaçal que não merece, ou continuar na mesmice capaz de destruir algo socialmente importante. Ao contrário do que pensam, e alardeiam, algumas mentes miúdas, a Associação não deve satisfações apenas aos umbigos que dela participam. Suas ações atingem toda a comunidade. Haja vista que muitos empresários humildes amargam prejuízos vítima de erros cometidos pela atual gestão.

Rosenwal Ferreira é Jornalista e Publicitário.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ACOMPANHE

DILMENTIRA

O título acima é uma feliz idéia do professor Marcos das Neves, mais conhecido como Tucano, diretor do prestigiado Colégio Integrado Jaó. A candidata do presidente Lula é um fantoche com recheios mentirosos para mais de metro e meio. Escolhida no sufoco do improviso, e sem nenhum curriculum que justifica a bizarra preferência, Rousseff é um inesgotável poço de contradições.

Ela nega, mas os fatos demonstram com uma clareza constrangedora: Erenice Guerra, a funcionária das mil e uma falcatruas, é uma das obras primas à la Dilma Rousseff. A preferida de Lula mantém uma falta de escrúpulos digna dos que fazem qualquer coisa para chegar ao topo do poder. Sua falsidade em torno do aborto é apenas uma ilusão entre muitas que se incorporam a sua biografia.

Não fosse a imprensa livre que Dilma tanto odeia, e que certamente fará tudo para destruir ao sentar no trono do poder, se perpetuaria o engodo de que ela possui um curso de mestrado e doutorado em economia pela Unicamp. Durante décadas, mesmo sabendo que se tratava de uma habilidosa mentira, Dilma arrastou os títulos que nunca existiram.

Apostando na ignorância coletiva, que raramente realiza leituras em programas de governo, Dilma entregou a Justiça Eleitoral uma proposta para controlar a imprensa brasileira. Logo depois, alegou hipocritamente que assinou tudo sem ler. Falsidade de quem está acostumada a enganar para atingir seus objetivos. Ela não só tinha conhecimento do teor do que assinou, como foi idealizadora do conteúdo.

Por ausência de conhecimentos, e de know how no assunto, criticou duramente a política do Banco Central e, logo depois, não se furtou em dizer que a análise era uma brincadeirinha. Ao fingir ser católica de carteirinha, se dando ao luxo de fazer um sinal da cruz repleto de rococós, Dilma faz escárnio da religião. Quem a conhece dos primórdios da guerrilha sabe que a religião, e os preceitos cristãos, nunca fizeram parte de sua bagagem de armas.

As reais convicções de Dilma Rousseff continuam protegidas numa caixa preta. Sua face real é um dos mais bem guardados segredos da era Lula. É um risco eleger uma figura desconhecida que se perpetua em imposturas que ferem a ética e assaltam o bom senso.

Dissimulada nas ações e nos gestos, Dilma apóia ditadores do cone sul e mantém profunda admiração por déspotas que odeiam a democracia. Culpa a imprensa por fatos desonestos realizados embaixo da mesa em que toma o café da manhã. Felizmente a nação está acordando. Oxalá ela não seja eleita como prova de que vale a pena mentir e enganar as massas ignorantes. Tudo indica que a nação esta acordando, e percebendo com justiça, que Dilma não é Luiz Inácio. A mulher é apenas uma criação de um presidente popular. Nem todos os reconhecidos méritos de Lula podem esconder o embuste Dilma.

Rosenwal Ferreira é Jornalista e Publicitário.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dilma é uma caixa preta


A vitória moral do primeiro turno na eleição presidencial foi de Marina Silva. Com seu jeitão brejeiro, mas sem menosprezar a cultura, a moça deu uma lição moral ao lulo-petismo que a tratou como um farrapo desprezível. Foi ela, com recursos mínimos e carisma admirável, que derrotou a arrogância do presidente. A derrota política de Luis Inácio foi límpida e cristalina. A maioria da população não lhe deu alforria ditatorial. Na soberba de uma aprovação acima de 80%, ele confundiu popularidade com legitimidade.

No segundo turno Lula vai cometer mais um erro violento. Já ordenou cancelar suas viagens internacionais para se tornar peão de obra da campanha de Dilma. Sendo essa a tática, a empertigada Rousseff vai continuar sendo uma caixa preta inviolável. Até agora, após anos de campanha, ninguém sabe ao certo que apito ela toca.

O país conhece Lula e tem noções do que ele é ou não capaz de realizar. Dilma é uma esfinge a ser desvenda. Mantém segredos intocáveis. Apenas para citar um deles, talvez o mais emblemático, a ninguém é dado acesso aos autos do processo que levou Dilma Rousseff à prisão. Os documentos estão lacrados em um cofre da presidência do STM (Superior Tribunal Militar).

O sigilo é tão grande que nenhum dos grandes jornais do país, mesmo os que tentaram obter informações via jurídica, conseguiram autorização para isso. Já pensaram a existência de um documento sigiloso envolvendo o passado de José Serra? Seria liberado aos milhares e com direito a transmissão ao vivo.

Como se trata de uma mulher poderosa, que ao seu bem entender cheira as barbas do presidente Lula, é possível manter o assunto em segredo inviolável. Por essas e outras é que a nação está acordando. Não estamos reelegendo Lula. Os votos são para uma espécie de poste sua estimação. Mas temos o direito de saber se o tal poste ilumina, se vai dar choque ou se tem a base podre.

Mesmo que a frase não tenha existido, ou foi tirada de um contexto, pegou mal à Dilma imaginar que nem Jesus Cristo seria capaz de lhe tirar a eleição. A voz do povão é o bafo de Deus. Vale lembrar uma frase, repetida por Lula no escândalo de Erenice Guerra: “é possível enganar muitos por um longo tempo. Mas jamais enganar a todos infinitamente”. Ou Dilma revela o que existe na caixa preta ou vai perder numa virada histórica.


Rosenwal Ferreira é Jornalista e Publicitário.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010