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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Matou os filhos e recebeu aplausos
Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou um novo ciclo em sua retumbante biografia. Fase que atrevo batizar como “ lulacentrismo escrachado”.
Não causa surpresa que o Deus do Planalto seja egocentrado e que mantenha arroubos de personalismo acima da média comum. Tal característica foi combustível para torná-lo mandatário mor da nação. Causa surpresa que seu egoísmo tenha mandado para as minhocas a agremiação que ele fecundou por várias décadas. O Partido dos Trabalhadores ( PT) virou pó.
Disposto a salvar o último dos coronéis – o já desmoralizado Senador José Sarney –, o presidente agiu com o espírito de um general autoritário. Atropelando consciências e na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, humilhou o colega Aloizio Mercadante, mostrando que o PT não controla sequer o próprio nariz.
É vergonhoso perceber que homens que até ontem mostravam fibra moral tornaram-se meros bedéis de um senhor de senzala moderno. A troco de quê? De socorrer um dos símbolos mais clássicos da oligarquia nordestina que mantém o País no atraso? Como forma de garantir o apoio incondicional do PMDB, que não pula em galho seco?
O desprezo que Lula demonstrou pelos companheiros históricos terá consequências. Segmentos importantes, que sempre deram aval ao PT, perceberam claramente o desastroso espírito de filáucia imoral. Ao enfiar goela abaixo uma decisão que afeta o bom juízo ético, o presidente enterrou o PT em cova rasa. O mais interessante é que o assassinato moral do partido não afeta o presidente. Ele certamente continuará recebendo aplausos. Líder teflon, em que nada gruda, pode se dar ao luxo de aniquiliar os pupilos e sair nos braços da multidão. Nunca antes nesse País, para usar uma expressão a gosto do imperador da altiplanura, um dirigente ousou ordenar tão abertamente votos na distorção de pôr a consciência em almoeda.
Sem pulso, com o moral na sarjeta, com receio de apear do poder, os pseudolíderes do Partido dos Trabalhadores se ajoelharam ao único farol que conseguem enxergar. Lula tornou-se começo, princípio e fim. Eu nunca duvidei que as prioridades de Lula são Lula, ele próprio e si mesmo. Quem pensou o contrário está amargando o caldo dos desiludidos.
O PT não merece. Que Sarney e Lula se merecem, isso eu não tenho dúvidas. Aliás, que Renan Calheiros, Fernando Collor, Paulo Maluf, Wellington Salgado, mesmo sendo companheiros de última hora, hoje têm mais a ver com Luiz Inácio da Silva do que Marina Silva, Mercadante e Eduardo Suplicy.
Rosenwal Ferreira é jornalista e publicitário
Não causa surpresa que o Deus do Planalto seja egocentrado e que mantenha arroubos de personalismo acima da média comum. Tal característica foi combustível para torná-lo mandatário mor da nação. Causa surpresa que seu egoísmo tenha mandado para as minhocas a agremiação que ele fecundou por várias décadas. O Partido dos Trabalhadores ( PT) virou pó.
Disposto a salvar o último dos coronéis – o já desmoralizado Senador José Sarney –, o presidente agiu com o espírito de um general autoritário. Atropelando consciências e na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, humilhou o colega Aloizio Mercadante, mostrando que o PT não controla sequer o próprio nariz.
É vergonhoso perceber que homens que até ontem mostravam fibra moral tornaram-se meros bedéis de um senhor de senzala moderno. A troco de quê? De socorrer um dos símbolos mais clássicos da oligarquia nordestina que mantém o País no atraso? Como forma de garantir o apoio incondicional do PMDB, que não pula em galho seco?
O desprezo que Lula demonstrou pelos companheiros históricos terá consequências. Segmentos importantes, que sempre deram aval ao PT, perceberam claramente o desastroso espírito de filáucia imoral. Ao enfiar goela abaixo uma decisão que afeta o bom juízo ético, o presidente enterrou o PT em cova rasa. O mais interessante é que o assassinato moral do partido não afeta o presidente. Ele certamente continuará recebendo aplausos. Líder teflon, em que nada gruda, pode se dar ao luxo de aniquiliar os pupilos e sair nos braços da multidão. Nunca antes nesse País, para usar uma expressão a gosto do imperador da altiplanura, um dirigente ousou ordenar tão abertamente votos na distorção de pôr a consciência em almoeda.
Sem pulso, com o moral na sarjeta, com receio de apear do poder, os pseudolíderes do Partido dos Trabalhadores se ajoelharam ao único farol que conseguem enxergar. Lula tornou-se começo, princípio e fim. Eu nunca duvidei que as prioridades de Lula são Lula, ele próprio e si mesmo. Quem pensou o contrário está amargando o caldo dos desiludidos.
O PT não merece. Que Sarney e Lula se merecem, isso eu não tenho dúvidas. Aliás, que Renan Calheiros, Fernando Collor, Paulo Maluf, Wellington Salgado, mesmo sendo companheiros de última hora, hoje têm mais a ver com Luiz Inácio da Silva do que Marina Silva, Mercadante e Eduardo Suplicy.
Rosenwal Ferreira é jornalista e publicitário
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Médico estuprador em Goiânia
O recente caso envolvendo o médico paulista Abdelmassih, preso e acusado de abuso sexual em pelo menos 60 pacientes, felizmente é um assombro no registro das exceções. Como regra, esses profissionais são éticos, zelosos e dignos de confiança dos pacientes. O chocante relato das mulheres violentadas, que nada ganham relatando o amargo sofrimento, deixa poucas dúvidas sobre a dualidade entre o cientista e o monstro.
Nos bastidores do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, muitos conselheiros lamentam que não tenha sido possível atuar defensivamente quando o burburinho já fazia eco no mais rudimentar dos estetoscópios. O problema é que a burocracia e ausência de pulso quando se trata de punir um colega são entraves que deixam o mal criar sólidas raízes. Poucas são as mulheres capazes de enfrentar o médico estuprador olho no olho. O agravante é que esses anormais são inteligentes, ardilosos e mantêm legiões de defensores. Em Goiânia, apenas para registrar mais uma vez, existe um desses maníacos em plena atividade.
Uma de suas vítimas, entre dezenas que ainda não tiveram coragem para enfrentar o desafio, levou a ação até o fim. Mostrou-se crucial o apoio da valorosa Luzia de Oliveira, atual integrante do Fórum Goiano de Mulheres, com o firme suporte da saudosa Consuelo Nasser e de outras mulheres ligadas ao Cevam.
Infelizmente, vítima dos bons advogados que o defenderam e com o auxílio do irmão que ocupa um cargo importante nas lides do governo, o desequilibrado salvou-se, pagando uma indenização trivial. Após livrar-se da Justiça, ameaçou a vítima e moveu ações intimidatórias contra a imprensa. A estratégia funcionou. Sabendo do tamanho da encrenca e do poder dos envolvidos, outras testemunhas, incluindo duas enfermeiras, recuaram em suas iniciativas de denúncia.
O Conselho Regional de Medicina recebeu pronta notificação. Tentou agir, mas esbarrou no medo das testemunhas. O tal “doutor”, que mantém no curriculum até uma expulsão, aos berros, de um centro cirúrgico administrado pelo dr. Zerbini, fincou consultório nos arredores da Capital e está mantendo a tara em banho-maria.
Os leitores, com toda razão, vão indagar o porquê de um artigo-denúncia que não leva o nome do autor. Fácil explicar. Assim como aconteceu com Caron, Abdelmassih e outros, ele ainda vai praticar horrendas barbaridades antes que caia na rede da Justiça. Mas todas as vezes que lê um artigo envolvendo sua anomalia, ele se arregaça de ódio com gana de engolir o anzol. As mulheres prejudicadas, graças a um diligente advogado que mantém registros de suas loucuras sexuais, se fortalecem criando condições para denunciar.
Sendo assim, e principalmente considerando que a sociedade tem suas formas indiretas de comunicação, vale a pena cutucar o animal de jaleco branco. As excelências médicas que dignificam o exercício, uma esmagadora maioria que tanto admiro, sabem que o joio está separado do trigo. Cedo ou tarde ele será desmascarado. Faz sentido esperar outras vítimas? Faz sim. É o preço que se paga pela democracia e pelo Estado de direito.
Rosenwal Ferreira é jornalista e publicitário
Nos bastidores do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, muitos conselheiros lamentam que não tenha sido possível atuar defensivamente quando o burburinho já fazia eco no mais rudimentar dos estetoscópios. O problema é que a burocracia e ausência de pulso quando se trata de punir um colega são entraves que deixam o mal criar sólidas raízes. Poucas são as mulheres capazes de enfrentar o médico estuprador olho no olho. O agravante é que esses anormais são inteligentes, ardilosos e mantêm legiões de defensores. Em Goiânia, apenas para registrar mais uma vez, existe um desses maníacos em plena atividade.
Uma de suas vítimas, entre dezenas que ainda não tiveram coragem para enfrentar o desafio, levou a ação até o fim. Mostrou-se crucial o apoio da valorosa Luzia de Oliveira, atual integrante do Fórum Goiano de Mulheres, com o firme suporte da saudosa Consuelo Nasser e de outras mulheres ligadas ao Cevam.
Infelizmente, vítima dos bons advogados que o defenderam e com o auxílio do irmão que ocupa um cargo importante nas lides do governo, o desequilibrado salvou-se, pagando uma indenização trivial. Após livrar-se da Justiça, ameaçou a vítima e moveu ações intimidatórias contra a imprensa. A estratégia funcionou. Sabendo do tamanho da encrenca e do poder dos envolvidos, outras testemunhas, incluindo duas enfermeiras, recuaram em suas iniciativas de denúncia.
O Conselho Regional de Medicina recebeu pronta notificação. Tentou agir, mas esbarrou no medo das testemunhas. O tal “doutor”, que mantém no curriculum até uma expulsão, aos berros, de um centro cirúrgico administrado pelo dr. Zerbini, fincou consultório nos arredores da Capital e está mantendo a tara em banho-maria.
Os leitores, com toda razão, vão indagar o porquê de um artigo-denúncia que não leva o nome do autor. Fácil explicar. Assim como aconteceu com Caron, Abdelmassih e outros, ele ainda vai praticar horrendas barbaridades antes que caia na rede da Justiça. Mas todas as vezes que lê um artigo envolvendo sua anomalia, ele se arregaça de ódio com gana de engolir o anzol. As mulheres prejudicadas, graças a um diligente advogado que mantém registros de suas loucuras sexuais, se fortalecem criando condições para denunciar.
Sendo assim, e principalmente considerando que a sociedade tem suas formas indiretas de comunicação, vale a pena cutucar o animal de jaleco branco. As excelências médicas que dignificam o exercício, uma esmagadora maioria que tanto admiro, sabem que o joio está separado do trigo. Cedo ou tarde ele será desmascarado. Faz sentido esperar outras vítimas? Faz sim. É o preço que se paga pela democracia e pelo Estado de direito.
Rosenwal Ferreira é jornalista e publicitário
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
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