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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O brasileiro adora corrupto




              Encurralado por denúncias cabeludas que envolviam segredos de alcova, notas fiscais requentadas no leque das tramoias e múltiplos atos de corrupção escancarada, o Senador Renan Calheiros utilizou as chaminés da pouca vergonha e saiu do cargo com a fuligem dos que desonram a função pública. Mal o assunto ficou morno nos veículos de comunicação e o homem retorna ao mesmo ofício. Aprovado pelos cupinchas de sempre e com aval dos deuses do planalto, o depravado será o representante máximo do legislativo brasileiro.

        O adágio popular afirma que cada povo tem o representante que merece. É verdade. Na prática, o brasileiro adora corrupto. Notem que os símbolos máximos da bandalheira se perpetuam no poder com absoluta tranquilidade. Eles se deliciam com a flexível alma do eleitor que logo esquece suas bandalheiras e os reconduzem ao cargo, se possível tirando proveito de mesquinhos interesses umbilicais.       

          Essa orgia, esse nojo que joga para escanteios valores fundamentais, não é uma prerrogativa apenas do segmento político. É uma espécie de lodoso esporte nacional. Nos sindicatos impera um grupelho de falsários que enriquece e se lambuza com o dinheiro dos participantes. Nas entidades de classe perpetuam facções que se eternizam nas generosas ceias do venha a nós.
          Até nos condomínios se agarram síndicos de moral duvidosa e poucos são os segmentos de representação coletiva que não são controlados pela turma da bandalheira. É um fenômeno a ser estudado. Não se trata de falta de informação. É uma extraordinária condescendência com a podridão.
         É algo tão profundo que se alastra em todas as camadas sem exceção. Em muitas nações, que enfrentam equações semelhantes, existem trincheiras capazes de reagir catalisando o clamor pela ética. Uma delas é a classe estudantil que teoricamente não teria o rabo preso com os gatunos do poder. Só que a União Nacional dos Estudantes (UNE) versão tupiniquim, se besuntou com verbas públicas e mia como um gatinho dengoso frente às malandrices patenteadas nos calabouços do poder.

        Os poucos que se erguem cobrando dignidade e coerências se agitam como isolados Don Quixotes a pugnar moinhos de vento. Somos o País em que a caravana ladra e os cães passam. E tudo por decisão da própria sociedade. Que não só adora corrupto como se deleita em participar dela. Gostemos ou não, é uma realidade. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Lula, o corrupto bom de voto.



            O ex- presidente Luis Inácio Lula da Silva venceu com facilidade o prêmio “Algemas de Ouro”, uma azeda honraria que se destina a premiar o político mais corrupto do País. Ele venceu, quem diria, profissionais tarimbados nos vulcões da putrefação que sangra o contribuinte. O ex-senador Demóstenes Torres, mesmo com expressiva votação que o colocou em segundo lugar, obteve um terço dos votos. Dizem que Sergio Cabral vai longe porque ficou em terceiro lugar, mesmo sendo um neófito nas lides da maracutaia.

        O experiente Renan Calheiros, que conhece todas as artimanhas do submundo da bandalheira, foi citado mas sequer arranhou a liderança de Lula. Inconformados com a injustiça, os idealizadores da enquete decidiram entregar um troféu extra ao deputado Paulo Maluf, uma espécie de pai e mãe das patifarias nacionais. Ninguém chiou porque o homem merece.

     Resta saber por que Lula, sendo apontado como papa da corrupção tupiniquim, continua sendo imbatível em qualquer eleição que enrascar seus bigodes? Sob o risco de enfrentar a fúria de muitos patrícios, mas sem rodeios no estilo Freud explica, entro de sola na resposta: brasileiro adora corrupto. Não pode ser outra coisa.
     Fosse o contrário, nenhum dos ícones da perversão nos cargos públicos se perpetuaria nas funções que exigem referendo nas urnas. Eleição após eleição, eles se esbaldam com votos fartos e mais do que dispostos a continuar a saga do assalto ao dinheiro da viúva.
     Considerando que Lula se afundou em denúncias cabeludas, que vão desde uma amizade colorida com a tal de Rosemery - que chafurdou na lama da velhacaria - a uma nebulosa relação com os calabouços do mensalão, não houve surpresas com sua posição no pedestal da trapaçaria.

   O que o lulapetismo raivoso não podia prever é que ainda existem brasileiros que pensam de forma independente. Com as centrais sindicais na algibeira e UNE no cabresto, via generosas verbas que garantem interesses umbilicais e a eterna gratidão do Movimento dos Sem Terra, parecia ato certo que nenhuma entidade de representação popular fosse capaz de questionar o senhor de todos os votos.
    Mas eis que surge o diabo das redes sociais com sua imprevisível autonomia. Os fanáticos vão continuar insistindo que se trata de uma atuação a favor da burguesia e dos golpistas. Tudo com auxílio da mídia que ajudou a divulgar o protesto, claro. Quanto a Lula, certamente aceitaria de bom grado as algemas, caso fossem mesmo de ouro. Poderia vendê-las para auxiliar os condenados na quadrilha do mensalão.


Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um fantasma paira sobre a Câmara Municipal


         É possível que ao publicar essa matéria os promotores da operação “jeitinho” tenham liberado o nome do vereador que se atolou até o pescoço no enrosco envolvendo a Agência Municipal de Meio Ambiente, AMMA. Nos corredores da Câmara são poucos os que mantêm dúvidas sobre a identidade do “fantasma” que se envolveu na falcatrua. Dizem que seu jogo se tornou tão promíscuo que a única surpresa é se não for ele o implicado.

         Funcionários que preferem não se identificar juram que o homem tomou duas providências. Já contratou um advogado parrudo, desses que dão nó em goteira e laço nas pontas e, acionou torpedos enviesados aos mais afoitos. Ou seja: ameaçou arrotar denúncias de colegas que montaram jeitinhos muito particulares de enriquecer. É de se esperar.

       Está certo o criterioso Djalma Araújo, que a cada dia surpreende na corajosa luta enfrentando os tubarões de especulação imobiliária, em exigir a identidade do envolvido. Na sequência, tomara que ele pule como um cabrito desembestado e fale dos podres que se comenta nos botecos. Não é de hoje que existem suspeitas, algumas cabeludas e visíveis, de grupelhos que se juntam para aprovar projetos com vícios e abusos na licença ambiental.
       
        Alguns deles envolvem multinacionais poderosas capazes de erguer Shopping Centers gigantescos assassinando imprescindíveis minas de água. A alusão faz o leitor pensar em algo em curso? Pois é! São vespeiros capazes de jogar baldes de titica no ventilador dos que fingem defender os interesses do contribuinte. Os interesses são tão amarrados e tão brutais, que só podem ser denunciados e investigados pela Polícia Federal. Parte da imprensa não se empenha em denunciar porque tubarões famintos tiram vantagens no ardil.

    Investigações que envolvem “jeitinho” fazem suar frio máfias encasteladas em todos os quadrantes. Existem despachantes da negociata que conseguem liberar painéis e outdoors totalmente fora das normas. Aprovam na bacia das almas prédios, residências e loteamentos irregulares e outras fraudes grotescas. Existem funcionários com salário mediano com rara vocação para economizar na aquisição de carrões de luxo. Dizem que um interessante dossiê foi encaminhado ao ministério público e as investigações estão em curso. Que bom!  

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A turma do mal já rosna na Câmara Municipal de Goiânia


  
    Triste sina do prefeito Paulo Garcia que é obrigado a atender o baixo clero dos vereadores para manter a insaciável base de sustentação na Câmara Municipal de Goiânia. É um desalento que afeta todos os prefeitos do país com graves prejuízos à comunidade. É triste constatar que os representantes do povo enxergam apenas interesses umbilicais, obrigando os administradores da coisa pública a entregar cargos importantes tendo como foco atender as panelinhas dispostas a mamar nas tetas do contribuinte.

     Essa realidade apodrecida fez o prefeito engolir figuras imprestáveis que sequer conseguiriam um cargo de vigia de tartaruga numa empresa da iniciativa privada. Gente ordinária nas ações e extremamente competente no lobby capaz de agraciar amigos. Com muita dificuldade, para não inviabilizar totalmente sua gestão, Paulo Garcia emplacou nomes de profissionalismo incontestável.  Foi até surpresa que 60% do secretariado tenha qualidades que justificam a presença no cargo.

         Mas a turma do mal queria mais, muito mais. Nota-se a chiadeira irresponsável em torno do nome do deputado Wagner dos Santos, o Waguinho, para ocupar uma pasta de extrema importância. Os que vociferam críticas não questionam sua capacidade técnica e sua vocação para agir de forma correta. Sabem que ele já provou tutano nas empreitadas que topou participar. Tem condições reais de realizar um excelente trabalho. O que reclamam as vozes discordantes? Nada de concreto. Eles apenas desejam controlar a pasta, de olho nas benesses que o segmento pode oferecer.

É interessante constatar que nenhum dos irritados, descontentes por interesses contrariados, aponta um nome que tenha um currículo mais adequado que o de Waguinho. Para essa turma ordinária isso não importa. É tese menor na visão obtusa dos interesses do cidadão. O que pretendem eles é apenas manter um feudo capaz de gerar dividendos de caráter pessoal.

         É por essas e outras que pessoas de bem se intimidam em entrar na selva da política. A divisão de poderes, com o legislativo legislando e fiscalizando e o executivo administrando, é apenas um sonho de uma noite de verão. Na prática, os vereadores sufocam o prefeito e deixam poucas brechas para que ele possa agir com independência. O alento é que ainda existem algumas almas íntegras que impedem o controle absoluto dos malfeitores travestidos de representantes públicos. Mas não é fácil lidar com eles.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Um hotel no Paraíso


     Destino charmoso e ensolarado capaz de agradar o mais exigente dos turistas que procura a união perfeita entre areias brancas e mar cristalino, o Ceará ainda reserva surpresas como o estalo de um beijo de amor. Uma dessas pérolas é o hotel Casa Prainha, localizado a apenas 25 quilômetros de Fortaleza. Inserido no contexto que se pode denominar como uma pousada "boutique", o local conta com apenas 18 confortáveis apartamentos todos com vista para o oceano. As ondas só faltam abraçar as janelas de quem tem o privilégio de curtir uma estadia.

   Não é uma região para quem está em busca dos agitos tradicionais, uma pequena aldeia de pescadores, no município de Aquiraz, a 6 quilômetros do famoso Beach Park, oferece apoio estrutural necessário para compras básicas. O que mais agrada quem valoriza atendimento personalizado com ares de quem está na residência de um anfitrião zeloso, é o fato de que o discreto resort é tocado pelos membros de uma família farta em sorrisos e competência. A jovem proprietária Carla Bezerra, sempre com o maridão Italiano Oscar Vaccari atento aos detalhes, atua como uma formiguinha ao lado de dois rapagões sarados os simpáticos Kae e joão Pedro, filhos de se invejar que não param um só instante.

     Não é sempre que se encontra uma química tão perfeita para se deleitar em férias que envolvem as ondas do mar. Os profissionais que fazem parte do projeto chamam os hospedes pelo nome e foram escolhidos à dedo. De fazer mamadeira, encontrar uma babá, garantir uma comidinha que não está no cardápio, oferecer uma receita caseira para curar gripe, as incansáveis Anne, Giseli, Rita, Sinara, Iara, Rebeca e o guarda noturno Saulo, fazem de tudo para agradar as famílias.

     Acostumado a viagens internacionais e estadias em hotéis cinco estrelas, confesso que me surpreendi com o atendimento caseiro que nunca imaginei ser possível com a modesta tarifa que o Casa Prainha demanda de quem procura suas instalações. Ao indica-lo aos milhares de leitores do Diário da Manhã, numa cortina que se abre mundialmente via disponibilidade pela internet, faço justiça a uma rara família neste difícil ramo de negócios.

     Na pratica eles não precisam de marketing ou divulgação, os que desejarem as chaves do paraíso vão ter que antecipar em reservas com antecedência de meses, a excelência no atendimento e o boca a boca garantem o sucesso do local. Exemplo disso é que boa parte dos hospedes que curtiram o réveillon 2013, fizeram reservas para a versão 2014. Que bom que ainda existem lugares assim. Um exemplo  a ser copiado.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Rompeu-se o consórcio da corrupção



        Não é por mero acaso que os ratos que infestam o Congresso Nacional estão num chiado infernal, o STF (Supremo Tribunal Federal) rompeu o mais nefasto consórcio de corrupção que assola o país. Ao impedir que os deputados mensaleiros pudessem salvar o mandato via proteção de seus pares, a corte máxima da nação mostrou, pela primeira vez, que a liga dos depravados não está acima da lei. Felizmente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, afirmou o óbvio: decisões da estância maior da justiça brasileira existem para serem acatadas e PT saudações. Do contrário é a bagunça, o caos jurídico e derrocada das instituições democráticas.

       É claro que a clã de José Dirceu, Genuíno, Delúbio e CIA Ltda., berra como um bode desgarrado. Condenados a amargar cadeia, utilizam a cassação dos deputados como factóide para anular o histórico julgamento. O pior é que ainda encontram alguns milhares de neófitos dispostos a rebusnar a mentira para ver se ganha ares de verdade. No meio da turba de ignorantes que não enxergam o que está em jogo, se arrasta José Dirceu nos últimos pupilos de um pavão que já não tem mistério. O homem foi o chefe da maior quadrilha que engoliu as vísceras do governo brasileiro.

   O grupelho da impunidade não contava com um negro humilde que faz jus ao sobrenome famoso. A exemplo de Rui Barbosa, Joaquim é uma águia que crocita no momento correto e lava a alma da nação. Os arautos da lambança, os que pretendem fazer do episódio um confronto entre os poderes, vão se dar mal.

     O presidente da Câmara, Marcos Maia (PT/RS) corveja enlouquecido porque sabe que a turma do mal perdeu o controle. Biltres de todos os matizes perderam o seu bunker de proteção. Neste momento os “Josés” se perguntam: “E agora?”. Ninguém está a salvo. O próximo pode ser o Sarney, o Luís, o Paulo e lá se vão as proteções do banditismo pago pelo contribuinte. Chega!
   
      É claro que vão aparecer juristas experientes criticando a decisão do STF num alarido que lembra o regouga de centenas de raposas. Bobagem. Será apenas um grugulejar de peru com sacrifício garantido. Muito embora José Dirceu ainda seja capaz de mobilizar alguns milhares de “esquerdoidos” que sonham em transformar as conquistas democráticas em pastel de quinta categoria, serão apenas morcegos a farfalhar sandices que não chegam a lugar algum. Parabéns ao STF e a imprensa brasileira que não se deixaram intimidar.  

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O heróico nono batalhão da PM


        Fossemos um País capaz de cultuar, e difundir, atos de bravura e heroísmo em defesa da sociedade, as ações do nono batalhão da Polícia Militar do Estado de Goiás poderia render episódios holywoodianos, como acontece com seriados estilo CSI Miami, New York NYPD e outros. Encravada num dos mais turbulentos cotovelos da capital, esta unidade tática tem conseguido resultados notáveis mesmo lutando em condições adversas. Atualmente sob a responsabilidade do Major  Hunrikson, um oficial respeitado pelo senso ético, pelo rigor na  utilização correta da farda e raro profissionalismo, o local agrega policiais que merecem destaque.

      Mesmo que a condição de segurança de Goiânia esteja longe do ideal, e muito aquém do que merece o contribuinte que amarga uma carga tributária injusta e mal aplicada, não fosse a garra do nono, o caldo estaria muito pior. A tarefa não é fácil, todos os dias, como se fosse uma interminável enxurrada que chega de um esgoto infindável, o quadrilátero confiado ao Major Hurikson, recebe uma babel de migrantes com fichas corridas de arrepiar.
   
   Infiltrados na massa de trabalhadores, gente humilde que realmente chega à procura de trabalho e remuneração acima dos Estados de origem, entram de sola foragidos da justiça, estupradores, olheiros de quadrilhas, narco- traficantes, drogados que buscam refúgio porque foram ameaçados, e uma complexa babilônia de encrenqueiros. A parte visível dessa lambança, batizada de cracolândia, é apenas uma tênue amostra da violência que os policiais enfrentam num submundo cada vez pior.

       Sem alarde na mídia, e utilizando refinadas técnicas de investigação policial, o nono tem conseguido edificar uma sequência de bons resultados. De forma incansável, agiliza operações que encontram motos e veículos roubados, prende traficantes, desarticular quadrilhas e inibe atos marginais. É de se registrar que o Major Hunrikson não permite que sua tropa esmoreça frente às frustrações do famoso “prende e a justiça solta”. Sua tese é simples como seus hábitos de vida. Prende de novo, quantas vezes forem necessárias. Alguns larápios foram detidos 40 ou 50 vezes. Até irem buscar outra freguesia. Faz parte, afirma o Major com resignada paciência.

     É uma verdadeira saga de heroísmo. Silenciosa, útil, incansável. Longe das picuinhas e dos holofotes dos que procuram benesses. Muitos companheiros tombaram nessa batalha, alguns amargam stress, vítimas de ameaças constantes, outros foram vitimas do próprio sistema e condenados injustamente no complô do banditismo. Mas nada disso verga os valorosos profissionais do nono batalhão. Eles sabem o que fazem e se orgulham em proteger as famílias. Merecem respeito e reconhecimento.
  
Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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