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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Adriana Ribeiro, uma delegada que dignifica a polícia civil e honra o papel da mulher na sociedade.

 
      Filha mais velha de uma família de três irmãos, a delegada Adriana Ribeiro cresceu cuidando dos irmãos com rédea curta. Natural de São Paulo se apaixonou por Goiânia, cidade em que reside há trinta e cinco anos. As raras pessoas que fazem parte de seu restrito grupo de amigos íntimos ressaltam seu lado sensível, que se derrete com facilidade no trato com seus dois filhos lindos, que ela cobre de mimos. Aluna dedicada era a queridinha dos colegas, no Ateneu Dom Bosco.

       Na época, não podia prever que algumas de suas boas amigas iriam ser colegas de profissão. Talvez num amalgame de visões com idêntico espírito comunitário, sempre foi vista em sorrisos mil com Adriana Accorsi e Karla Fernandes Guimarães. Anos depois a primeira se tornou Delegada Geral da Polícia Civil, e a segunda Delegada Titular da Mulher.

       Estudante zelosa mostrou-se uma mulher de opiniões firmes e indagações que às vezes irritavam os mestres. Nunca foi uma aluna de se conformar com dogmas que não podiam ser questionados. Meticulosa nos trabalhos e dedicada a longas horas de estudo árduo, concluiu com brilho a pós-graduação em Direito Penal, Processo Penal e se especializou em Gerenciamento e Segurança Pública. Sempre a procura de ampliar conhecimentos, segue a vida acadêmica na área de mestrado em Direito e Relações Internacionais pela PUC/GO.

     Depois de um ano atuando como advogada prestou concurso para Delegada da Polícia Civil e foi nomeada no pipocar do buggy do milênio, quando muitos achavam que a Terra iria se transformar em pastel frito, no badalar do ano 2000.  Seu batismo na carreira foi no epicentro de um vulcão de violência e criminalidade no entorno de Brasília mais especificamente na cidade de Novo Gama. Como delegada titular em Luziânia, aprimorou seus conhecimentos investigativos demonstrando rara habilidade na elucidação de crimes. Sua garra, e senso de responsabilidade, chamaram atenção, e a jovem de gestos cordiais fez história sendo a primeira mulher a ocupar o cargo de delegada adjunta na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de veículos, um reduto antes restrito apenas aos homens.

       Esse é apenas o verniz, uma moldura longe das agruras reais numa heróica carreira, cujos detalhes dariam um livro. Mas vale como registro para que as pessoas de bem saibam quem é a delegada Adriana Ribeiro cujo trabalho mais recente desvendou o assassinato do radialista Marcos Valério.

       Os que tentam – em vão – desmoralizar seu minucioso processo investigativo, desconhecem o molde em que se forjou a doutora Ribeiro. Paciente, criteriosa e ética, se firma como profissional nos trilhos do absoluto cumprimento da lei. Acostumada a ver o diabo amassar o pão, já se engasgou várias vezes com o carvão das ameaças e jamais aceitou uma fatia sequer de propinas oferecidas de bandeja. É a mulher certa na solução de um crime que envolve poderosos de todos os matizes. Ao contrário do que se procura alardear, nunca esteve perdida. Para o azar dos envolvidos, foi capaz de desvendar o que devia ser um crime perfeito. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Prisão de Maurício Sampaio é uma corajosa vitória da democracia



       Prisão de Maurício Sampaio é uma corajosa  vitória da democracia

           O jornalista Nilson Gomes, profissional que respeito e um amigo de longa data, utilizou sua capacidade de alinhavar raciocínios para defender pronta liberação do empresário Maurício Sampaio, apontado como principal suspeito de ser o mandante do brutal assassinato do jornalista Valério Luiz. Ao contrário do que apregoam os críticos, ele não escreveu sua tese para agradar o patrão, visto que exerce um cargo de confiança na emissora de rádio que pertence a Maurício Sampaio. Nilson é de uma raça que só atua por convicção pessoal.  

           Mesmo considerando que Nilson Gomes orquestrou indagações pertinentes, não concordo com sua tese. A prisão de Maurício foi ajuizada de forma qualificada, num paciente trabalho policial que montou um quebra-cabeça que se encaixa em detalhes que chocam. A coragem em deter um homem tão poderoso, cujos laços de amizade unem figuras carimbadas no meio jurídico e social, foi uma vitória da democracia.

      Torna-se muito claro que um crime complexo e encomendado, não comprova participações como um documentário inquestionável. As pilastras de sustentação são de outra natureza. Eu não acredito que pessoas sérias, sejam elas jornalistas, advogados, delegados e etc., sejam capazes de incriminar um cidadão apenas por ele ser rico. Principalmente considerando que os milionários são eficientes em revidar quando possuem razão.

       O histórico de Maurício Sampaio pesa contra ele. Colegas jornalistas confirmam que sua intolerância contra profissionais da imprensa é um arrazoado de violências verbais e físicas. Isso prova que ele participou do assassinato? Claro que não! Mas se entrelaça como complicador do enredo em questão.

       Na proposição de que ele seja vítima de um absurdo complô, e que o verdadeiro poderoso seja o Manoel de Oliveira, por que Maurício não utilizou os holofotes da mídia para se defender? Garanto que teria um espaço até maior do que os que o acusam. Ainda hoje, mantenho de pé uma proposta que fiz para entrevistá-lo, ao vivo, sem edições.  
   
      Homem culto, articulado e com amplos conhecimentos de todos os detalhes, estou convicto que Maurício Sampaio seria capaz de esclarecer item por item e rechaçar todas as especulações. Na condição de inocente, e de vítima de uma trama tão sórdida, trilharia o caminho para calar a boca dos difamadores.

        Convenhamos, se a conspiração se desqualifica nos moldes que Nilson apresenta é bobagem contratar um batalhão de advogados. Convoque-se uma coletiva, responda todas as perguntas e exija acareação com os caluniadores. Não descarto a hipótese da inocência de Maurício Sampaio, que até o momento é apontado como suspeito.  Mas sendo principal interessado, em se livrar das acusações que surgiram desde o primeiro dia do crime, não percebi nele a indignação dos injustiçados.

           Mais difícil ainda é engolir a teoria de que alguém, de birra, decidiu colocar um poderoso na cadeia e escolheu Maurício. É uma denúncia muito séria que desqualifica juízes, promotores, delegados e dezenas de jornalistas que acompanham a tragédia. Num aspecto concordo plenamente com o digno Nilson Gomes, é inegável o sofrimento das famílias envolvidas.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Renan Calheiros envergonha o PMDB e afronta à nação



         Que o senador Renan Calheiros lava o rosto, de manhã, com óleo de peroba nunca foi novidade para ninguém. Até os engraxates de sua terra natal sabem que ele não se envergonha de ser um cara de pau assumido. De todas as podridões que corroem a alma do ser humano, Calheiros agrega um repertório de arrepiar Belzebu. O homem é adúltero assumido e alardeado aos quatro ventos. Enrosca-se em desvios de verba, maracutaia explicita. Atola-se em fraudes, promove traições e tornou-se um dos ícones da falta de ética que destrói as vísceras do país.

        Apesar de tudo isso, e talvez em algumas rodas justamente por essa ausência de caráter, tornou-se presidente da mais alta esfera legislativa do país. Na base da sem-vergonhice deslavada, o sujeito ignorou que poucos meses atrás deixou o cargo pressionado pelo esgoto das patifarias e retornou cinicamente. Teve o voto da maioria dos parlamentares que se tornaram cúmplices de uma imundice que choca.

       Mesmo desqualificado, se muniu de uma arrogância ímpar e passou a afrontar a consciência das pessoas de bem. Arrotou desprezo a mais de trezentas mil pessoas que pediram que ele retirasse a insana candidatura e, hoje, toma café da manhã em mesa farta rindo de milhões de eleitores que assinaram um manifesto pedindo seu impeachment.

      Debochado e maquiavélico sabe que sua permanência no cargo traz a certeza de um parlamento umbilical. Tem o apoio de cúmplices interessados na arte de esgotar as tetas do contribuinte. Renan Calheiros topa urdir traquinices de todos os matizes e não é daqueles frouxos que sentem náusea ao surrupiar os cofres da nação. Garante a festa de arromba que nos assalta o cotidiano.

      Que ironia que esse arremedo de homem público esteja contribuindo para tornar putrefata uma agremiação com origens em Ulisses Guimarães. O PMDB com tantos homens ilustres, incluindo o nobre senador Pedro Simon que mostrou sua náusea ao engolir Renan Calheiros, não podia se afundar no lixo com um vulto tão mesquinho.
      Causa espanto que ele ainda esteja resistindo a tudo e a todos em nome de sua ganância e seu desprezo pela vontade popular. Mais intrigante ainda são os governantes que o apóiam nesse que se tornou o mais repugnante ultraje ao sofrido povo brasileiro. Que nojo.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Padre Luiz Augusto e o noivado com o vil metal



         Como se fosse uma vela acessa a derreter parafina, o Padre Luiz Augusto se desmorona aos poucos mostrando que a cúpula da Igreja Católica estava certa em frear seus arroubos. Sob o manto do bom cristão, e com uma oratória capaz de arrebatar corações, ele foi tomando gosto na arte de encher as tulhas de sua paróquia com o capim do capitalismo selvagem. Com o foco no vil metal, mesmo que direcionado a bons propósitos, se enriqueceu de amigos endinheirados tornando-se, por excelência e de propósito, um pop star entre os ricos e famosos.
         Fiel ao estilo capaz de paparicar quem possui gaita para tocar o que dá na telha, ele foi um dos primeiros a visitar, na delegacia, o empresário Maurício Sampaio, apontado como principal suspeito de ser o mandante do assassinato de Valério Luiz, o radialista. Nada de errado com o gesto. Até acho que o soberbo milionário, dono de cartório, emissora de rádio, fazendas e centenas de propriedades, é uma alma amargurada que precisa de conforto. Sobretudo se for comprovada sua diabólica participação num crime com tamanha crueldade e covardia.
        O desconforto é que o Padre nunca foi de rezar o terço junto às figuras envolvidas em delitos de sangue. Ao que tudo indica Maurício Sampaio é de uma casta que merece expedita ação do pregoeiro da Santa Sé. Imagine deixar ao léu das grades uma ovelha capaz de assinar cheques e doações capazes de balançar crucifixos? Deus nos livre de tamanha heresia. Deve ter raciocinado o Padre dos podres de rico e dos ricos que se fazem podres.
         Mesmo sendo amigo de santos que se invoca de joelhos, Padre Luiz não teve proteção e acabou esbarrando, na porta do Distrito Policial, com o sofrido Mané de Oliveira que ainda carrega no peito o coração inerte e ensanguentado do filho executado a sangue frio. Com olhar dilacerado pela dor, Mané ainda encontrou forças para cravar uma indagação visceral: “Padre, o senhor não foi rezar no enterro do meu filho!” Pobre Mané, diria Carlos Drummond, a algibeira da família dele não é das que atraem as batinas do Padre Luiz.
    De qualquer forma, tudo indica que o poderoso Maurício Sampaio vai precisar mais do que missas encomendadas para se livrar da canga que lhe pesa os ombros. É fato que seu quarteto de advogados é um vulcão que jorra poderes e influências que somente as grandes fortunas conseguem ajuntar no mesmo curral. É por isso que mesmo no sufoco ele sorri com indisfarçável ironia.  
           Felizmente os tempos são outros. A investigação policial não se curva aos barões da dinheirama, o judiciário se firma como um poder acima das nobrezas que pensam controlar a tudo e a todos, a imprensa continua livre e as redes sociais representam um extraordinário papel. Como se não bastasse, a justiça divina não reza na mesma cartilha do Padre Luiz. Na bíblia está escrito: “vinde a mim os mansos e humildes de coração.” Sugiro ao Padre Luiz, a quem já tive a oportunidade, no passado de elogiar e admirar, que releia as escrituras no tocante aos ricos...
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O brasileiro adora corrupto




              Encurralado por denúncias cabeludas que envolviam segredos de alcova, notas fiscais requentadas no leque das tramoias e múltiplos atos de corrupção escancarada, o Senador Renan Calheiros utilizou as chaminés da pouca vergonha e saiu do cargo com a fuligem dos que desonram a função pública. Mal o assunto ficou morno nos veículos de comunicação e o homem retorna ao mesmo ofício. Aprovado pelos cupinchas de sempre e com aval dos deuses do planalto, o depravado será o representante máximo do legislativo brasileiro.

        O adágio popular afirma que cada povo tem o representante que merece. É verdade. Na prática, o brasileiro adora corrupto. Notem que os símbolos máximos da bandalheira se perpetuam no poder com absoluta tranquilidade. Eles se deliciam com a flexível alma do eleitor que logo esquece suas bandalheiras e os reconduzem ao cargo, se possível tirando proveito de mesquinhos interesses umbilicais.       

          Essa orgia, esse nojo que joga para escanteios valores fundamentais, não é uma prerrogativa apenas do segmento político. É uma espécie de lodoso esporte nacional. Nos sindicatos impera um grupelho de falsários que enriquece e se lambuza com o dinheiro dos participantes. Nas entidades de classe perpetuam facções que se eternizam nas generosas ceias do venha a nós.
          Até nos condomínios se agarram síndicos de moral duvidosa e poucos são os segmentos de representação coletiva que não são controlados pela turma da bandalheira. É um fenômeno a ser estudado. Não se trata de falta de informação. É uma extraordinária condescendência com a podridão.
         É algo tão profundo que se alastra em todas as camadas sem exceção. Em muitas nações, que enfrentam equações semelhantes, existem trincheiras capazes de reagir catalisando o clamor pela ética. Uma delas é a classe estudantil que teoricamente não teria o rabo preso com os gatunos do poder. Só que a União Nacional dos Estudantes (UNE) versão tupiniquim, se besuntou com verbas públicas e mia como um gatinho dengoso frente às malandrices patenteadas nos calabouços do poder.

        Os poucos que se erguem cobrando dignidade e coerências se agitam como isolados Don Quixotes a pugnar moinhos de vento. Somos o País em que a caravana ladra e os cães passam. E tudo por decisão da própria sociedade. Que não só adora corrupto como se deleita em participar dela. Gostemos ou não, é uma realidade. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Lula, o corrupto bom de voto.



            O ex- presidente Luis Inácio Lula da Silva venceu com facilidade o prêmio “Algemas de Ouro”, uma azeda honraria que se destina a premiar o político mais corrupto do País. Ele venceu, quem diria, profissionais tarimbados nos vulcões da putrefação que sangra o contribuinte. O ex-senador Demóstenes Torres, mesmo com expressiva votação que o colocou em segundo lugar, obteve um terço dos votos. Dizem que Sergio Cabral vai longe porque ficou em terceiro lugar, mesmo sendo um neófito nas lides da maracutaia.

        O experiente Renan Calheiros, que conhece todas as artimanhas do submundo da bandalheira, foi citado mas sequer arranhou a liderança de Lula. Inconformados com a injustiça, os idealizadores da enquete decidiram entregar um troféu extra ao deputado Paulo Maluf, uma espécie de pai e mãe das patifarias nacionais. Ninguém chiou porque o homem merece.

     Resta saber por que Lula, sendo apontado como papa da corrupção tupiniquim, continua sendo imbatível em qualquer eleição que enrascar seus bigodes? Sob o risco de enfrentar a fúria de muitos patrícios, mas sem rodeios no estilo Freud explica, entro de sola na resposta: brasileiro adora corrupto. Não pode ser outra coisa.
     Fosse o contrário, nenhum dos ícones da perversão nos cargos públicos se perpetuaria nas funções que exigem referendo nas urnas. Eleição após eleição, eles se esbaldam com votos fartos e mais do que dispostos a continuar a saga do assalto ao dinheiro da viúva.
     Considerando que Lula se afundou em denúncias cabeludas, que vão desde uma amizade colorida com a tal de Rosemery - que chafurdou na lama da velhacaria - a uma nebulosa relação com os calabouços do mensalão, não houve surpresas com sua posição no pedestal da trapaçaria.

   O que o lulapetismo raivoso não podia prever é que ainda existem brasileiros que pensam de forma independente. Com as centrais sindicais na algibeira e UNE no cabresto, via generosas verbas que garantem interesses umbilicais e a eterna gratidão do Movimento dos Sem Terra, parecia ato certo que nenhuma entidade de representação popular fosse capaz de questionar o senhor de todos os votos.
    Mas eis que surge o diabo das redes sociais com sua imprevisível autonomia. Os fanáticos vão continuar insistindo que se trata de uma atuação a favor da burguesia e dos golpistas. Tudo com auxílio da mídia que ajudou a divulgar o protesto, claro. Quanto a Lula, certamente aceitaria de bom grado as algemas, caso fossem mesmo de ouro. Poderia vendê-las para auxiliar os condenados na quadrilha do mensalão.


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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Um fantasma paira sobre a Câmara Municipal


         É possível que ao publicar essa matéria os promotores da operação “jeitinho” tenham liberado o nome do vereador que se atolou até o pescoço no enrosco envolvendo a Agência Municipal de Meio Ambiente, AMMA. Nos corredores da Câmara são poucos os que mantêm dúvidas sobre a identidade do “fantasma” que se envolveu na falcatrua. Dizem que seu jogo se tornou tão promíscuo que a única surpresa é se não for ele o implicado.

         Funcionários que preferem não se identificar juram que o homem tomou duas providências. Já contratou um advogado parrudo, desses que dão nó em goteira e laço nas pontas e, acionou torpedos enviesados aos mais afoitos. Ou seja: ameaçou arrotar denúncias de colegas que montaram jeitinhos muito particulares de enriquecer. É de se esperar.

       Está certo o criterioso Djalma Araújo, que a cada dia surpreende na corajosa luta enfrentando os tubarões de especulação imobiliária, em exigir a identidade do envolvido. Na sequência, tomara que ele pule como um cabrito desembestado e fale dos podres que se comenta nos botecos. Não é de hoje que existem suspeitas, algumas cabeludas e visíveis, de grupelhos que se juntam para aprovar projetos com vícios e abusos na licença ambiental.
       
        Alguns deles envolvem multinacionais poderosas capazes de erguer Shopping Centers gigantescos assassinando imprescindíveis minas de água. A alusão faz o leitor pensar em algo em curso? Pois é! São vespeiros capazes de jogar baldes de titica no ventilador dos que fingem defender os interesses do contribuinte. Os interesses são tão amarrados e tão brutais, que só podem ser denunciados e investigados pela Polícia Federal. Parte da imprensa não se empenha em denunciar porque tubarões famintos tiram vantagens no ardil.

    Investigações que envolvem “jeitinho” fazem suar frio máfias encasteladas em todos os quadrantes. Existem despachantes da negociata que conseguem liberar painéis e outdoors totalmente fora das normas. Aprovam na bacia das almas prédios, residências e loteamentos irregulares e outras fraudes grotescas. Existem funcionários com salário mediano com rara vocação para economizar na aquisição de carrões de luxo. Dizem que um interessante dossiê foi encaminhado ao ministério público e as investigações estão em curso. Que bom!  

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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