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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Advogados de Sandro Mabel conseguem uma vitória que beneficia a sociedade


       As múltiplas ferramentas da internet, tendo como núcleo particular o Twitter, Facebook e comunicações similares, representam uma das mais preciosas e democráticas inovações do século vinte e um. Facilitando a informação rápida, direta e eficiente entre os seres humanos, os computadores, incluindo os telefones celulares, permitem romper os grilhões com a dispendiosa e manipulada mídia tradicional.
   Mas se de um lado a inovação trouxe benefícios, de outro criou distorções que urgem serem corrigidas. A mais visível delas é a sensação de anonimato, que incentiva os usuários a cometerem abusos e injustiças. Essa corrupção de intenções começa a ser corrigida com ações legais eficientes, capazes de enviar uma mensagem aos maus intencionados.

    Recentemente um escritório goiano, Marques Siqueira Advogados, comandado pelo respeitado Walter Marques Siqueira, obteve uma vitória que dá um recado claro aos que teimam em usar a internet para ofender, denegrir a imagem e arruinar reputações. A justiça condenou um usuário a indenizar o Deputado Sandro Mabel por adjetivações que nada tem a ver com o exercício da critica aceitável.

    A sentença estipula o valor de dez mil reais, quantia que não faz diferença para o Deputado. O que importa é a jurisprudência que se cria em torno do tema. Fica cada vez mais claro que as pessoas não podem se esconder nas nuvens da tecnologia para criar constrangimento, desabafar neuroses ou simplesmente exercer o espirito de destruição.

   A falta de ética, de caráter no trato com o semelhante, vai ter um preço. A justiça está sendo cada vez mais rápida e capaz de deixar bem claro os limites entre liberdade de expressão e libertinagem. Acho ótimo.

  Inúmeras vezes fui vítima de ofensas absurdas e acusações infundadas. Não sou o único profissional a enfrentar os delinquentes da internet. Jornalistas de todos os matizes já foram vitimas dos inescrupulosos de plantão. Basta não gostarem de uma análise, seja por interesses contrariados, seja por não concordar com uma tese no campo das ideias e logo surge o batalhão de caluniadores. Sandro Mabel pavimentou uma excelente avenida. De hoje em diante, a partir de um exemplo que deu certo, eu, assim com vários colegas, políticos e pais de famílias prejudicados, pretendo utiliza-la.
   
Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF  

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Euler Ivo e Isaura Lemos arrastam o PCdoB numa ação que Ministério Público tem que investigar

Incomodados com as repercussões negativas que podem ferir as vísceras do PCdoB, três interlocutores ligados ao Partido entraram em contato com o Ministério Público, dirigentes da Caixa Econômica Federal e jornalistas escolhidos criteriosamente, para narrar fatos que se mostram estarrecedores e que podem  envolver má utilização de verbas públicas, fraude, danos aos mutuários e manobras ardilosas com fins obscuros. O mau juízo  indica o envolvimento da Deputada Isaura Lemos, seu esposo Euler Ivo e colaboradores ligados diretamente a eles.
A teia de implicações  é complexa e merece investigação minuciosa. O início dos problemas arrola o Movimento de Luta pela Casa Própria (MLCP) cujo presidente Valtuídes Mendes da Silva é lotado no gabinete da Deputada Isaura, embora testemunhas afirmem que ele não comparece à Assembleia. Sob a responsabilidade do MLCP foi erguido a Vila Adilair 2, cujas residências estão em estado precário, com o perigo de mais de 50 fossas abertas, acumulando reclamações dos mutuários, fornecedores e operários. Os primeiros não puderam ocupar o imóvel e os outros procuram receber dívidas que não foram quitadas.
Segundo os documentos, a obra foi terceirizada e entregue para a empresa Suporte que pertence ao esposo da então Secretária de Habitação de Aparecida, Limênia Alves. Para incrementar o nebuloso enredo, a empreiteira estranhamente faliu após receber cerca de 90% do valor da obra. Segundo consta, a MLCP coleciona ações trabalhistas por não acertar com trabalhadores humildes.
Euler Ivo é secretário da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), cuja Presidente é Bartira Perpetua Lima da Costa, membro do comitê Central do PCdoB. Ou seja: os moradores que se consideram lesados (tenho a lista deles) não teriam a quem reclamar porque Euler faz parte do esquema que não concluiu o Projeto a contento.
AliásEuler Ivo e Isaura Lemos dominam de forma questionável as entidades goianas ligadas a quem sonha ter um lar decente. A ACEMAT (Associação, Cultura, Educação, Moradia, Agricultura e Trabalho) é controlada por Vinicius Schiavinatoque tem o apelido de “Madruga” e atua como Assessor de Euler Ivo. A ACODES (Associação e Controle da Desigualdade Social) é da competência de Vera Lucia Alves de Sousa, também lotada no gabinete da Deputada Isaura Lemos como pode ser conferido no Portal da Transparência.
O pior de toda essa teia de incertezas, com gente simples esperando sua residência, é que o sistema regulado pelo  casal não só pleiteia a autorização para a construção de 900 apartamentos em Aparecida (as famílias já estão cadastradas) como pretende controlar o segmento na Prefeitura de Goiânia, forçando a entrada do pupilo Bruno Pena como Secretário de Habitação. A única experiência do moço é o convívio com o grupo de Euler e Isaura.
Segundo um dos informantes, Paulo Garcia está sob pressão porque precisa do voto da Vereadora Tatiana, filha do casal, para costurar alianças envolvendo áreas públicas.  É fato que o Prefeito é um homem criterioso e não vai entregar a pasta em mãos duvidosas. Só agora está tendo conhecimento dos graves problemas que envolvem a Vila Adilair.
Técnicos de alto nível da Caixa Econômica Federal, que constataram as distorções no Projeto Adilair já alertaram  o Governo Federal temendo as consequências. Principalmente porquê o futuro empreendimento envolve 60 milhões de reais e os desvios podem  transformá-lo num dos maiores vexames habitacionais do país - mostrando descaso do Governo Dilma e do Ministério das Cidades num projeto que Lula valoriza - caso seja tocado nos moldes do Adilair 2. Pesa um momento delicado em que os inescrupulosos  sonham manipular verbas parrudas capazes de engrossar os recursos de campanhas políticas umbilicais.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os eleitores brasileiros são palhaços no circo de horrores



Depois que cabeças rolaram no horror, sangue e barbárie sob o feudo da família Sarney, alguns brasileiros tiveram acesso ao mar de lama que assola o estado do Maranhão. Um privilégio que as famílias sob o domínio do clã não tiveram. Afinal de contas, o poder exercido pelos senhores de senzala modernos inclui total controle dos veículos de comunicação. No estado que dominam, eles seguram com rédeas curtas as notícias de todos os rádios, jornais e televisões importantes. Os engraçadinhos que revelam dissabores via internet podem ter o pescoço colocado a prêmio.

O senhorio à la Sarney choca porque se revela nu e cru nas facetas ditatoriais. Mas é um retrato do Brasil na pseudodemocracia que ainda somos obrigados a engolir. O eleitor brasileiro é um palhaço no circo do arrepio. Em todas as unidades da Federação engole-se uma farsa que se perpetua. 
Os atores no palco são os mesmos e a encenação, sem graça e na desgraça da corrupção, se agasta na mesmice. Alardeada numa fanfarra de mentiras, a renovação dos que controlam o país é um engodo. Não importa quem assume o poder, as figuras de sempre vão azedar nosso cotidiano e agir como marajás intocáveis.

Lula mentiu aos quatro ventos quando jurou acabar com as oligarquias nordestinas - Entrou em Brasília com apoio e poder para fazer isso - mas não só aliou-se a elas, como fortaleceu as facções mais atrasadas da nação. A troco de que? De um projeto de poder com escassos compromissos num planejamento de Governo.

Em todos os rincões impera o desejo de mamar nas tetas do contribuinte e ocupar as delícias palacianas. Em Goiás, por exemplo, há meses se discute nomes dos “artistas” que pretendem se instalar ou continuar no trono do poder. Raras são as ocasiões em que se debruçou em possíveis  soluções para os graves problemas que nos afetam.

O pleito já está próximo e ninguém sabe ao certo que estilo de administração pode escolher. Na época das escaramuças na TV, com os partidos de aluguel vendendo espaço como se fosse um mercado persa da prostituição de baixo nível, os marqueteiros arrotam soluções criadas na pastelaria de sempre.

Ganha quem projeta a adulação mais astuciosa, a fraude mais palatável, a ilusão capaz de comover milhões de palhaços. E lá vamos nós, mais uma vez, acreditando que alguma coisa vai mudar. Que nada, muito antes de qualquer resultado, as famílias Sarney de plantão já leiloaram benesses capazes de acomodar a realeza. Que o inferno engula todos eles, eis minha esperança. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A empresa aérea Gol humilha os passageiros e desmoraliza o Brasil


    Não fosse a obtusa visão brasileira de que alguns serviços pagos podem ser realizados como se fosse um bruta favor, algumas empresas jamais prosperariam no mercado. É o caso, por exemplo, das linhas aéreas Gol. A companhia opera num festival de desacertos que oscila entre o caos e a bagunça inoperante.

     Logo no balcão de atendimento é perceptível a ausência de profissionalismo e o treinamento improvisado. Sempre de cara amarrada, seja por excesso de trabalho ou remuneração que consideram aviltante, os atendentes sequer olham para os passageiros e espirram informações na base do azedume. Parece que estão ali não para facilitar o embarque, mas para criar empecilhos como forma de se vingar da Gol. Muitos falam abertamente que odeiam a empresa, como se o passageiro fosse culpado por alguma coisa.

      Parece que o mau exemplo vem de cima, considerando que a Gol tem sido campeã em atrasos acima da normalidade, tendo sido recentemente punida por isso. Cada vez mais, viajar pelo Gol se torna uma romaria que agoniza.

      Na aeronave, os comissários de bordo só faltam rosnar para os passageiros, muitas vezes dando informações básicas com rispidez. Uma aeromoça nos confidenciou que a maioria atua na base de comprimidos que controlam o estresse à beira de um ataque de nervos. Nem precisa dizer que servem apenas água e que vendem um arremedo de lanche que faria corar de vergonha a mais ingrata lanchonete do cais do porto.

     Recentemente numa aventura via Gol no Uruguai, cheguei às duas horas da madrugada no aeroporto, junto comigo dezenas de brasileiros insones, para um voo que iria decolar às quatro horas. Soubemos depois que a Gol havia transferido o horário para as seis horas. Muito sem graça, os recepcionistas uruguaios pediram desculpas concordando que a Gol deveria ter avisado os clientes. Pesquisei entre os passageiros e apenas uma meia dúzia havia recebido a comunicação.

      Como se fosse uma cereja de horrores, constatei que as poltronas estavam sujas e numa delas havia nítidos sinais de que alguém havia despejado insatisfação e vomitado à vontade. Pontos para uma moça simpática que fez uma limpeza de emergência e ainda teve ânimo para dar um sorriso amarelo como desculpa.

     Tenho que confessar que estão melhorando, dessa vez minha bagagem chegou intacta e com todos os volumes disponíveis. Na última empreitada via Gol, tive que esperar quatro dias para receber duas malas. O leitor deve indagar porque insisto em utilizar os péssimos serviços da Gol. É simples: faltam alternativas. Num trocadilho infame, só uso a Gol quando estou na marca no pênalti e sem outra chance. Não tenho dúvidas que, nos moldes atuais,  a Gol desmoraliza o sistema de transporte aéreo no Brasil.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Lulinha e os abestalhados


     O Empresário Alexandre Paes dos Santos, foi condenado a pagar uma indenização de cinco mil reais ao filho de Lula, conhecido como Lulinha, por chama-lo de "primário" e "idiota", numa entrevista que não chegou a ser publicada. Eu achei pouco. Afinal de contas, Lulinha já teve até passaporte oficial, o que nos faz deduzir que ele é uma dessas autoridades a ser respeitada. Onde já se viu questionar a genialidade com origens em um dos mais raros núcleos de DNA produzidos no cone Sul e quiçá nas Américas.

   De tudo o que eu já li sobre Lulinha, o rapaz é um Einstein que teve o azar de nascer à sombra do pai que, na presidência, acabou tolhendo suas amplas e profundas capacidades de pesquisa. Em apenas um de seus tímidos solavancos mentais, o moço produziu um software tão impressionante que logo foi adquirido por uma multinacionalávida por sugar a inteligência de quem paira acima da mediocridade humana. As más línguas logo se apressaram em esconjurar intenções nebulosas. Pura inveja, claro.

    Chamar Lulinha de primário é algo abominável. Logo ele que certamente utilizou o seu passaporte estilo diplomático
para defender cruciais interesses brasileiros em nações além dos montes conhecidos pela ralé ignorante. Alguns vão dizer que não se tem notícias desses feitos heroicos. Masé claro que os druidas de importâncias que transcendem galáxias, não vão permitir divulgações comezinhas. É no anonimato que trilham a saga dos que são capazes de salvar nações indefesas. Por essas e outrasé que fiquei puto ao confiscarem, recentemente, seu passaporte especial.

     Quanto a extrema heresia de ajuizar o papel de "idiota" a Lulinha, nem precisa dizer que um sujeito com tal ousadia devia amargar umas boas décadas na cadeia. Teve muita sorte ao encontrar um juiz bonzinho que lascou apenas uma multa. Por essas e outras é que a gente acaba tendo vontade de voltar aos bons tempos feudais. Época que uma anta capaz de ofender os brios de quem tinha sangue azul era mandado sem dó para as masmorras.

   Mas já que estamos numa democracia, sónos resta o lamento de tolerar essa plebe desenganada. Gente abestalhada que sequer respeita o filho de um Deus da caatinga. Estou pasmo e inconformado. Ainda bem que a entrevista não foi publicada. Nem quero imaginar se tivesse sido.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ofensa e ultraje que Jaime Câmara não merece


  Localizado no sovaco do Parque Mutirama, e ligando a Av. Araguaia ao caracol do nada com o trânsito que flui para lugar nenhum, o mais novo túnel da cidade de Goiânia foi batizado com o nome de Jaime Câmara. A iniciativa foi realizada no capricho dos bajuladores profissionais. 
   
Agradar o mais importante, influente e de certa forma perigoso, complexo de comunicação do Estado de Goiás, tem sua cota de relevância na estratégia de quem pretende subir na política. Éfato, que não se contesta é bom deixar claro, que o agraciado com a honraria merece reverência na comunidade. Tive o prazer de conhecê-lo e admirar sua humildade e bom senso.

Pode até ser que a ideia fosse jogar uma luz especial em torno de uma figura ímpar do bom jornalismo goiano. De qualquer forma o tiro saiu pelo avesso dilacerando a face de quem apertou o gatilho. A tal obra de engenharia é um vexame que ultrapassou as fronteiras do Estado. Na terça-feira eu estava numa charmosa tratoria italiana em São Paulo e, mais uma vez apenas algumas semanas depois de ter sido inaugurado, lá estava o túnel Jaime Câmara, com a boca aberta vazando água e dando vexame por todos poros.

Jaime Câmara não merece. A tal obra tornou-se uma ícone da incompetência e da ausência de profissionalismo. Deve ser duro de roer para Jr., que arrasta nome e sobrenome do pai, ter que jorrar manchetes negativas com o nome do ilustre falecido. É uma sinuca para ninguém botar defeito. Nessa altura das complicações negativas seria compreensível que alguém da família pedisse para tirar o nome de Jaime Câmara dessa lambança. Que o agrado fosse para a mãe do engenheiro responsável. O sujeito deve ser um filhinho da mamãe para ninguém botar defeito.

No bojo dessas considerações, se isso já não foi realizado, é de se exigir que o Ministério Público investigue o tal buraco. O erro deve ser mais embaixo do que pode imaginar nossa vãfilosofia. Não por mera sacanagem que obra (e que obra) foi batizada como o mais caro Lava Jato do planeta. Paulo Garcia deve urrar de raiva. Imagine um fiasco desses justamente com o nome de Jaime Câmara? Um pesadelo.

O prefeito, em minha ótica, tambéé vítima. Devia processar todos os envolvidos. Estou convicto que ele contratou a empresa para realizar um túnel e não um bueiro gigante que parece sugar água a cada chuvisco. Até agora, sabe se lá porque razões, ele é que se molha na babel que jorra incompetência. Devia soltar os cachorros e mostrar os irresponsáveis que construíram o diabo da ratoeira.

Que eles paguem pelo colossal erro. Inclusive indenizando os herdeiros de Jaime câmara pela ofensa e danos morais. Não que eles precisem, estão todos ricos de se invejar, mas podem doar os valores a uma creche. Que seria devidamente batizada de Jaime Câmara. Mas, pelo amor de Deus, que o telhado sequer tenha uma mera goteira. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

José Dirceu tenta ( e parece conseguir) a proeza de descer para cima


      Com perceptível azedume, a advogada paulista Rosane me confirmou, em rápida entrevista via celular, que José Dirceu, o sempre poderoso primeiro Ministro afrolusotupiniquim, é o mais novo contratado de um complexo hoteleiro que ela representa.  Trata-se do Hotel Saint Peter,  que fica a poucos metros do Esplanada dos Ministérios e a um pulo do Palácio da Alvorada. Ao que consta,  ele vai exercer o pomposo cargo de  gerente administrativo. O salário, enfatizou ela, tem o valor protegido pelo sigilo entre empregador e empregado. Ato inócuo visto que logo depois apareceu a cifra de vinte mil reais, muito acima dos míseros mil e oitocentos pagos ao gerente que – suprema ironia – não está cumprindo pena no sistema carcerário.

        Não foi por mero acaso que Dirceu escolheu o local para abrigar suas tarefas profissionais, entre as sete da manhã e as 19 horas , como permite a legislação em se tratando de presos do regime semi aberto. Ali, no centro nevrálgico da capital do país, José poderá reinar como uma espécie Ministro sem pasta e ninguém poderá censurar suas ações. 

    O cargo em questão permite que ele receba qualquer pessoa no momento que bem entender. É uma função de trato geral com o público, no mais amplo espectro de clientes, com direito a sessões privadas de interlocução em gabinete fechado. Faz parte das funções do gerente ouvir propostas de clientes, saber de problemas, anotar reclamações e etc. Enfim, campo aberto para continuar tricotando a todo vapor.

    Detalhe importante é que Dirceu se erguerá imponente, quase como se tivesse um Ministério, mesmo na condição de um condenado por corrupção. No majestoso Saint Peter terá à sua disposição confortável escritório, comandará uma equipe de seguranças, supervisionará veículos e motoristas de prontidão, poderá degustar as delícias de um soberbo café da manhã, frequentar o restaurante do hotel, com direito a pedidos especiais ao chefe de plantão, querendo descansar, e na qualidade de gerente, pode utilizar a chefe mestre e se confortar numa das suítes disponíveis. São regalias de qualquer gerente de Hotel.  

      Mesmo ríspida, e deixando claro que não estava a fim de fornecer nenhuma explicação adicional, a advogada da empresa, cujo escritório mantém sede em São Paulo, informou que Dirceu não tem experiência no ramo mas se qualificou em todos os aspectos para exercer a delicada e complexa função.

      Evidente que se ele não fosse um ícone ligado às vísceras do Governo Federal, jamais conseguiria tal proeza. Cinco proprietários de hotéis com os quais em conversei, garantem que nenhum prisioneiro do semi aberto conseguiria cargo semelhante. Uma das mais profundas preocupações dos hotéis é a qualificação ética e honestidade à toda prova de todos os funcionários , sem exceção. Um sujeito cumprindo pena poder ser uma presa fácil à pressão das quadrilhas e larápios de todos os matizes. Seria descartado no ato.

    Afinal de contas, o gerente tem acesso a dados confidenciais dos clientes e ao perfil dos acomodados. Querendo pode saber o número de malas, a natureza do consumo, a data de saída e chegada, o tipo de veículo utilizado e até se os ternos e roupas são de grife de luxo. Evidente que os administradores acreditam na lisura de José Dirceu. Tanto que carteira já foi assinada. Pontos para Dirceu que desafia até a lei da gravidade: o homem cai para cima.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
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