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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Usos e abusos no serviço de telefonia

Num País em que há pouco tempo uma linha telefônica valia o preço de um veículo zero quilômetro e constava no imposto de renda como patrimônio, é compreensível que muita gente dê graças a Deus por ter um aparelho celular. Os deslumbrados chegam a pendurar orgulhosamente na cintura três engenhocas. É o nirvana. De catadores de lixo a executivos da bolsa de valores, todos podem adquirir uma maquininha falante. Com isso, abusos fundamentais são permitidos num absurdo salseiro que nenhum país civilizado aceita.


As empresas de telefonia – todas elas sem exceção – achincalham o usuário com práticas desrespeitosas. São campeãs de reclamações no PROCON, fazendo troça da Justiça, considerando que não pagam as multas aplicadas e continuam com suas exorbitâncias.


Os chamados call centers são treinados para apoquentar quem deseja cancelar um contrato. Agem de forma ordinária e com técnicas desonestas para desestimular reclamações justas. A canalhice explícita, de forma cotidiana e sistemática, demonstra que não existe empenho para mudar.


Um tópico absurdo – que ninguém conseguiu me explicar a contento – é o custo altíssimo na modalidade pré-paga. Os usuários brasileiros são tratados como cretinos. Afinal de contas, fica mais caro pagar antecipadamente? Pode uma coisa dessas? No Brasil pode.


A absurdez é tão gritante que, na prática, não existe concorrência. As empresas estão todas no mesmo balaio. Não conheço uma pessoa séria que não tenha percorrido o calvário das mudanças para, no final, se estabelecer com a “menos pior”. Todas as pesquisas – pode testar – demonstram que estamos à mercê de um complô de ganâncias. Em qualquer reunião de pessoas proliferam reclamações de toda a sorte.


Como é possível um segmento se perpetuar com tamanha desconsideração, ultraje e dano real, com sacanice que prejudica milhões? São poderosos com bala na agulha para comprar a consciência da mídia influente, de ministros e políticos que se ajeitam nas benesses impublicáveis. Em Goiás, Estado que amarga aborrecimentos a granel, surge uma esperança. O PROCON-GO agiliza uma estrutura capaz de oferecer um suporte mais célere ao usuário. É necessário oferecer amplo apoio à diligente superintendente Darlene Araújo. Ela vai sofrer retaliações. Anotem.


Rosenwal Ferreira é Jornalista e Publicitário.
Twitter: @rosenwalf

Um comentário:

  1. simprieto@hotmail.com16 de setembro de 2011 04:25

    Muito bem !!! Rosenwal, temos que comentar e abrir os olhos do cidadão goiano, e fazer a diferença nessa cidade. Porque no muito falar, talvez alguma autoridade, possa pensar em fazer algo que nos beneficie. Fique com Deus.
    Que Deus ilumine as autoridades para ajudar o próximo.Tenha um bom dia. Afinal toda autoridade e delegada por Deus.

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