Seguidores

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Porque sou a favor da liberação da maconha

      Segundo analistas, a loucura pode ser reconhecida em diversas facetas, a mais clássica é a seguinte: quando você faz sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente, então você já se atolou na insanidade. Por razões lógicas, muito bem alinhavadas no livro “ O fim da Guerra”, hoje estou convicto que é necessário mudar o enfoque no combate às drogas, começando pela liberação da maconha.
    Sendo um profissional conservador, pai de cinco filhos, e ciente de que o uso de entorpecentes é algo danoso à sociedade, minha posição é a de um cidadão que enxergou a inutilidade do que estamos realizando.
     Primeiro que nada adianta gastar milhões de dólares em múltiplos aparados de policiamento, colocar milhares de pessoas na cadeia, num processo cuja demanda jamais diminuiu. É necessário reconhecer que a Cannabis sativa é de uso amplo e com aceitação recreativa em diversos segmentos da sociedade. Das chamadas elites intelectuais aos grotões do povão, o baseado corre a granel. Podem enjaular quantos bem entender que o consumo não vai reduzir.
   Os Estados Unidos, país que difundiu e intensificou o modelo de restrição em vigor no mundo, já se rendeu e a indústria da maconha se firma num mercado com bilhões em faturamento e arrecadação de impostos. Por quê? O Tio Sam sabe como poucos, que a proibição não resolve o problema. A lei seca foi um exemplo histórico.
    Muitos acreditam, erroneamente, que a sociedade vai se tornar uma Sodoma e Gomorra com gente queimando erva nos escritórios, hospitais e creches da nação. Não é bem assim, quem usa vai continuar tragando e quem não tem interesse em se drogar evitará o vício.     
     Se o Estado, como acontece no Uruguai, toma as rédeas da distribuição e do plantio, tira dos narcotraficantes o controle do segmento e, de quebra, fatura na cobrança de impostos. Todo o faturamento pode, e deve, ser canalizado na educação das crianças com a finalidade de prevenir viciados. É uma nova tática que pode funcionar. É bom lembrar que a atual já faliu.
     Sugiro aos leitores que busquem informações detalhadas, impossíveis de serem aglutinadas em um único artigo, no livro ( O fim da guerra), citado nesse artigo. Ali, o autor demonstra, com uma clareza difícil de ser contestada, a insanidade em se manter nos moldes atuais de combate à maconha.
    Na cartilha do momento, alimentada principalmente pela hipocrisia, apenas incentivamos o incrementa das quadrilhas e desviamos a polícia nos reais propósitos em defesa dos pais da família. Entendo que essa discussão é muito profunda e capaz de gerar debates acalorados. É necessário que aconteça. Evidente que a maconha faz mal. Assim como o álcool e o cigarro. Entorpecentes permitidos, que estão sendo combatidos de forma inteligente e com estratégias que reduzem o consumo.  
 
Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
rosenwal@rrassessoria.com
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ala raivosa do PT faz escárnio da justiça

Imagine se cada familiar, amigo ou simpatizante de um condenado na justiça, fosse hostilizar membros do judiciário responsáveis pelo julgamento do réu? Seria impossível exercer dignamente a difícil tarefa de analisar a culpabilidade dos cidadãos e impor as penalidades previstas na legislação. No entanto por razões que envolvem ignorância, má fé, arrogância e síndrome ditatorial, uma ala raivosa do PT entendeu que possui o direito de perseguir o Ministro Joaquim Barbosa que se transformou, injustamente, no bode expiatório da lambança que enfiou gente graúda do partido atrás das grades.
Ora, é fato que as condenações aconteceram vitima de um colegiado de juízes, cuja maioria entendeu pela culpabilidade dos condenados. Incluindo entre eles amigos íntimos dos que estão encastelados no poder.
Assim sendo, quando o seboso André Vargas, vice-presidente da Câmara dos Deputados, mostrou o punho em riste, copiando o gesto dos condenados no mensalão, como forma de provocação aberta ao Presidente do Supremo, agiu de forma desnecessária, irresponsável, numa absurda infantilidade.
O Deputado miúdo, na forma e na essência de suas ações, jogou para a plateia dos descontentes, desmoralizando a si próprio e o representante do Judiciário brasileiro. O gesto, que tem ares  de um “tapa na cara”, serve a quem? A meu ver atende às quadrilhas e larápios de todos os matizes.
Ao degradar o Judiciário, corrompendo o bom nome dos juízes frente à sociedade, o incauto André Vargas dá esse direito a todos os que tiverem interesses contrariados. O pior é que ele defende o gesto podre na raiz, como um ato de exercício democrático. Trata-se de  uma bizarra visão de democracia. A que faz jus ao nome preconiza respeito entre os poderes. Não é a toa que ele é tido como um falastrão oportunista que fez carreira na base da politiquice rasteira. Provou tudo isso numa molecagem explicita que prejudica os bons petistas que militam no partido.
Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF  

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Advogados de Sandro Mabel conseguem uma vitória que beneficia a sociedade


       As múltiplas ferramentas da internet, tendo como núcleo particular o Twitter, Facebook e comunicações similares, representam uma das mais preciosas e democráticas inovações do século vinte e um. Facilitando a informação rápida, direta e eficiente entre os seres humanos, os computadores, incluindo os telefones celulares, permitem romper os grilhões com a dispendiosa e manipulada mídia tradicional.
   Mas se de um lado a inovação trouxe benefícios, de outro criou distorções que urgem serem corrigidas. A mais visível delas é a sensação de anonimato, que incentiva os usuários a cometerem abusos e injustiças. Essa corrupção de intenções começa a ser corrigida com ações legais eficientes, capazes de enviar uma mensagem aos maus intencionados.

    Recentemente um escritório goiano, Marques Siqueira Advogados, comandado pelo respeitado Walter Marques Siqueira, obteve uma vitória que dá um recado claro aos que teimam em usar a internet para ofender, denegrir a imagem e arruinar reputações. A justiça condenou um usuário a indenizar o Deputado Sandro Mabel por adjetivações que nada tem a ver com o exercício da critica aceitável.

    A sentença estipula o valor de dez mil reais, quantia que não faz diferença para o Deputado. O que importa é a jurisprudência que se cria em torno do tema. Fica cada vez mais claro que as pessoas não podem se esconder nas nuvens da tecnologia para criar constrangimento, desabafar neuroses ou simplesmente exercer o espirito de destruição.

   A falta de ética, de caráter no trato com o semelhante, vai ter um preço. A justiça está sendo cada vez mais rápida e capaz de deixar bem claro os limites entre liberdade de expressão e libertinagem. Acho ótimo.

  Inúmeras vezes fui vítima de ofensas absurdas e acusações infundadas. Não sou o único profissional a enfrentar os delinquentes da internet. Jornalistas de todos os matizes já foram vitimas dos inescrupulosos de plantão. Basta não gostarem de uma análise, seja por interesses contrariados, seja por não concordar com uma tese no campo das ideias e logo surge o batalhão de caluniadores. Sandro Mabel pavimentou uma excelente avenida. De hoje em diante, a partir de um exemplo que deu certo, eu, assim com vários colegas, políticos e pais de famílias prejudicados, pretendo utiliza-la.
   
Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF  

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Euler Ivo e Isaura Lemos arrastam o PCdoB numa ação que Ministério Público tem que investigar

Incomodados com as repercussões negativas que podem ferir as vísceras do PCdoB, três interlocutores ligados ao Partido entraram em contato com o Ministério Público, dirigentes da Caixa Econômica Federal e jornalistas escolhidos criteriosamente, para narrar fatos que se mostram estarrecedores e que podem  envolver má utilização de verbas públicas, fraude, danos aos mutuários e manobras ardilosas com fins obscuros. O mau juízo  indica o envolvimento da Deputada Isaura Lemos, seu esposo Euler Ivo e colaboradores ligados diretamente a eles.
A teia de implicações  é complexa e merece investigação minuciosa. O início dos problemas arrola o Movimento de Luta pela Casa Própria (MLCP) cujo presidente Valtuídes Mendes da Silva é lotado no gabinete da Deputada Isaura, embora testemunhas afirmem que ele não comparece à Assembleia. Sob a responsabilidade do MLCP foi erguido a Vila Adilair 2, cujas residências estão em estado precário, com o perigo de mais de 50 fossas abertas, acumulando reclamações dos mutuários, fornecedores e operários. Os primeiros não puderam ocupar o imóvel e os outros procuram receber dívidas que não foram quitadas.
Segundo os documentos, a obra foi terceirizada e entregue para a empresa Suporte que pertence ao esposo da então Secretária de Habitação de Aparecida, Limênia Alves. Para incrementar o nebuloso enredo, a empreiteira estranhamente faliu após receber cerca de 90% do valor da obra. Segundo consta, a MLCP coleciona ações trabalhistas por não acertar com trabalhadores humildes.
Euler Ivo é secretário da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), cuja Presidente é Bartira Perpetua Lima da Costa, membro do comitê Central do PCdoB. Ou seja: os moradores que se consideram lesados (tenho a lista deles) não teriam a quem reclamar porque Euler faz parte do esquema que não concluiu o Projeto a contento.
AliásEuler Ivo e Isaura Lemos dominam de forma questionável as entidades goianas ligadas a quem sonha ter um lar decente. A ACEMAT (Associação, Cultura, Educação, Moradia, Agricultura e Trabalho) é controlada por Vinicius Schiavinatoque tem o apelido de “Madruga” e atua como Assessor de Euler Ivo. A ACODES (Associação e Controle da Desigualdade Social) é da competência de Vera Lucia Alves de Sousa, também lotada no gabinete da Deputada Isaura Lemos como pode ser conferido no Portal da Transparência.
O pior de toda essa teia de incertezas, com gente simples esperando sua residência, é que o sistema regulado pelo  casal não só pleiteia a autorização para a construção de 900 apartamentos em Aparecida (as famílias já estão cadastradas) como pretende controlar o segmento na Prefeitura de Goiânia, forçando a entrada do pupilo Bruno Pena como Secretário de Habitação. A única experiência do moço é o convívio com o grupo de Euler e Isaura.
Segundo um dos informantes, Paulo Garcia está sob pressão porque precisa do voto da Vereadora Tatiana, filha do casal, para costurar alianças envolvendo áreas públicas.  É fato que o Prefeito é um homem criterioso e não vai entregar a pasta em mãos duvidosas. Só agora está tendo conhecimento dos graves problemas que envolvem a Vila Adilair.
Técnicos de alto nível da Caixa Econômica Federal, que constataram as distorções no Projeto Adilair já alertaram  o Governo Federal temendo as consequências. Principalmente porquê o futuro empreendimento envolve 60 milhões de reais e os desvios podem  transformá-lo num dos maiores vexames habitacionais do país - mostrando descaso do Governo Dilma e do Ministério das Cidades num projeto que Lula valoriza - caso seja tocado nos moldes do Adilair 2. Pesa um momento delicado em que os inescrupulosos  sonham manipular verbas parrudas capazes de engrossar os recursos de campanhas políticas umbilicais.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os eleitores brasileiros são palhaços no circo de horrores



Depois que cabeças rolaram no horror, sangue e barbárie sob o feudo da família Sarney, alguns brasileiros tiveram acesso ao mar de lama que assola o estado do Maranhão. Um privilégio que as famílias sob o domínio do clã não tiveram. Afinal de contas, o poder exercido pelos senhores de senzala modernos inclui total controle dos veículos de comunicação. No estado que dominam, eles seguram com rédeas curtas as notícias de todos os rádios, jornais e televisões importantes. Os engraçadinhos que revelam dissabores via internet podem ter o pescoço colocado a prêmio.

O senhorio à la Sarney choca porque se revela nu e cru nas facetas ditatoriais. Mas é um retrato do Brasil na pseudodemocracia que ainda somos obrigados a engolir. O eleitor brasileiro é um palhaço no circo do arrepio. Em todas as unidades da Federação engole-se uma farsa que se perpetua. 
Os atores no palco são os mesmos e a encenação, sem graça e na desgraça da corrupção, se agasta na mesmice. Alardeada numa fanfarra de mentiras, a renovação dos que controlam o país é um engodo. Não importa quem assume o poder, as figuras de sempre vão azedar nosso cotidiano e agir como marajás intocáveis.

Lula mentiu aos quatro ventos quando jurou acabar com as oligarquias nordestinas - Entrou em Brasília com apoio e poder para fazer isso - mas não só aliou-se a elas, como fortaleceu as facções mais atrasadas da nação. A troco de que? De um projeto de poder com escassos compromissos num planejamento de Governo.

Em todos os rincões impera o desejo de mamar nas tetas do contribuinte e ocupar as delícias palacianas. Em Goiás, por exemplo, há meses se discute nomes dos “artistas” que pretendem se instalar ou continuar no trono do poder. Raras são as ocasiões em que se debruçou em possíveis  soluções para os graves problemas que nos afetam.

O pleito já está próximo e ninguém sabe ao certo que estilo de administração pode escolher. Na época das escaramuças na TV, com os partidos de aluguel vendendo espaço como se fosse um mercado persa da prostituição de baixo nível, os marqueteiros arrotam soluções criadas na pastelaria de sempre.

Ganha quem projeta a adulação mais astuciosa, a fraude mais palatável, a ilusão capaz de comover milhões de palhaços. E lá vamos nós, mais uma vez, acreditando que alguma coisa vai mudar. Que nada, muito antes de qualquer resultado, as famílias Sarney de plantão já leiloaram benesses capazes de acomodar a realeza. Que o inferno engula todos eles, eis minha esperança. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A empresa aérea Gol humilha os passageiros e desmoraliza o Brasil


    Não fosse a obtusa visão brasileira de que alguns serviços pagos podem ser realizados como se fosse um bruta favor, algumas empresas jamais prosperariam no mercado. É o caso, por exemplo, das linhas aéreas Gol. A companhia opera num festival de desacertos que oscila entre o caos e a bagunça inoperante.

     Logo no balcão de atendimento é perceptível a ausência de profissionalismo e o treinamento improvisado. Sempre de cara amarrada, seja por excesso de trabalho ou remuneração que consideram aviltante, os atendentes sequer olham para os passageiros e espirram informações na base do azedume. Parece que estão ali não para facilitar o embarque, mas para criar empecilhos como forma de se vingar da Gol. Muitos falam abertamente que odeiam a empresa, como se o passageiro fosse culpado por alguma coisa.

      Parece que o mau exemplo vem de cima, considerando que a Gol tem sido campeã em atrasos acima da normalidade, tendo sido recentemente punida por isso. Cada vez mais, viajar pelo Gol se torna uma romaria que agoniza.

      Na aeronave, os comissários de bordo só faltam rosnar para os passageiros, muitas vezes dando informações básicas com rispidez. Uma aeromoça nos confidenciou que a maioria atua na base de comprimidos que controlam o estresse à beira de um ataque de nervos. Nem precisa dizer que servem apenas água e que vendem um arremedo de lanche que faria corar de vergonha a mais ingrata lanchonete do cais do porto.

     Recentemente numa aventura via Gol no Uruguai, cheguei às duas horas da madrugada no aeroporto, junto comigo dezenas de brasileiros insones, para um voo que iria decolar às quatro horas. Soubemos depois que a Gol havia transferido o horário para as seis horas. Muito sem graça, os recepcionistas uruguaios pediram desculpas concordando que a Gol deveria ter avisado os clientes. Pesquisei entre os passageiros e apenas uma meia dúzia havia recebido a comunicação.

      Como se fosse uma cereja de horrores, constatei que as poltronas estavam sujas e numa delas havia nítidos sinais de que alguém havia despejado insatisfação e vomitado à vontade. Pontos para uma moça simpática que fez uma limpeza de emergência e ainda teve ânimo para dar um sorriso amarelo como desculpa.

     Tenho que confessar que estão melhorando, dessa vez minha bagagem chegou intacta e com todos os volumes disponíveis. Na última empreitada via Gol, tive que esperar quatro dias para receber duas malas. O leitor deve indagar porque insisto em utilizar os péssimos serviços da Gol. É simples: faltam alternativas. Num trocadilho infame, só uso a Gol quando estou na marca no pênalti e sem outra chance. Não tenho dúvidas que, nos moldes atuais,  a Gol desmoraliza o sistema de transporte aéreo no Brasil.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
rosenwal@rrassessoria.com
Twitter: @rosenwalF

facebook/jornalistarosenwal

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Lulinha e os abestalhados


     O Empresário Alexandre Paes dos Santos, foi condenado a pagar uma indenização de cinco mil reais ao filho de Lula, conhecido como Lulinha, por chama-lo de "primário" e "idiota", numa entrevista que não chegou a ser publicada. Eu achei pouco. Afinal de contas, Lulinha já teve até passaporte oficial, o que nos faz deduzir que ele é uma dessas autoridades a ser respeitada. Onde já se viu questionar a genialidade com origens em um dos mais raros núcleos de DNA produzidos no cone Sul e quiçá nas Américas.

   De tudo o que eu já li sobre Lulinha, o rapaz é um Einstein que teve o azar de nascer à sombra do pai que, na presidência, acabou tolhendo suas amplas e profundas capacidades de pesquisa. Em apenas um de seus tímidos solavancos mentais, o moço produziu um software tão impressionante que logo foi adquirido por uma multinacionalávida por sugar a inteligência de quem paira acima da mediocridade humana. As más línguas logo se apressaram em esconjurar intenções nebulosas. Pura inveja, claro.

    Chamar Lulinha de primário é algo abominável. Logo ele que certamente utilizou o seu passaporte estilo diplomático
para defender cruciais interesses brasileiros em nações além dos montes conhecidos pela ralé ignorante. Alguns vão dizer que não se tem notícias desses feitos heroicos. Masé claro que os druidas de importâncias que transcendem galáxias, não vão permitir divulgações comezinhas. É no anonimato que trilham a saga dos que são capazes de salvar nações indefesas. Por essas e outrasé que fiquei puto ao confiscarem, recentemente, seu passaporte especial.

     Quanto a extrema heresia de ajuizar o papel de "idiota" a Lulinha, nem precisa dizer que um sujeito com tal ousadia devia amargar umas boas décadas na cadeia. Teve muita sorte ao encontrar um juiz bonzinho que lascou apenas uma multa. Por essas e outras é que a gente acaba tendo vontade de voltar aos bons tempos feudais. Época que uma anta capaz de ofender os brios de quem tinha sangue azul era mandado sem dó para as masmorras.

   Mas já que estamos numa democracia, sónos resta o lamento de tolerar essa plebe desenganada. Gente abestalhada que sequer respeita o filho de um Deus da caatinga. Estou pasmo e inconformado. Ainda bem que a entrevista não foi publicada. Nem quero imaginar se tivesse sido.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ofensa e ultraje que Jaime Câmara não merece


  Localizado no sovaco do Parque Mutirama, e ligando a Av. Araguaia ao caracol do nada com o trânsito que flui para lugar nenhum, o mais novo túnel da cidade de Goiânia foi batizado com o nome de Jaime Câmara. A iniciativa foi realizada no capricho dos bajuladores profissionais. 
   
Agradar o mais importante, influente e de certa forma perigoso, complexo de comunicação do Estado de Goiás, tem sua cota de relevância na estratégia de quem pretende subir na política. Éfato, que não se contesta é bom deixar claro, que o agraciado com a honraria merece reverência na comunidade. Tive o prazer de conhecê-lo e admirar sua humildade e bom senso.

Pode até ser que a ideia fosse jogar uma luz especial em torno de uma figura ímpar do bom jornalismo goiano. De qualquer forma o tiro saiu pelo avesso dilacerando a face de quem apertou o gatilho. A tal obra de engenharia é um vexame que ultrapassou as fronteiras do Estado. Na terça-feira eu estava numa charmosa tratoria italiana em São Paulo e, mais uma vez apenas algumas semanas depois de ter sido inaugurado, lá estava o túnel Jaime Câmara, com a boca aberta vazando água e dando vexame por todos poros.

Jaime Câmara não merece. A tal obra tornou-se uma ícone da incompetência e da ausência de profissionalismo. Deve ser duro de roer para Jr., que arrasta nome e sobrenome do pai, ter que jorrar manchetes negativas com o nome do ilustre falecido. É uma sinuca para ninguém botar defeito. Nessa altura das complicações negativas seria compreensível que alguém da família pedisse para tirar o nome de Jaime Câmara dessa lambança. Que o agrado fosse para a mãe do engenheiro responsável. O sujeito deve ser um filhinho da mamãe para ninguém botar defeito.

No bojo dessas considerações, se isso já não foi realizado, é de se exigir que o Ministério Público investigue o tal buraco. O erro deve ser mais embaixo do que pode imaginar nossa vãfilosofia. Não por mera sacanagem que obra (e que obra) foi batizada como o mais caro Lava Jato do planeta. Paulo Garcia deve urrar de raiva. Imagine um fiasco desses justamente com o nome de Jaime Câmara? Um pesadelo.

O prefeito, em minha ótica, também é vítima. Devia processar todos os envolvidos. Estou convicto que ele contratou a empresa para realizar um túnel e não um bueiro gigante que parece sugar água a cada chuvisco. Até agora, sabe se lá porque razões, ele é que se molha na babel que jorra incompetência. Devia soltar os cachorros e mostrar os irresponsáveis que construíram o diabo da ratoeira.

Que eles paguem pelo colossal erro. Inclusive indenizando os herdeiros de Jaime câmara pela ofensa e danos morais. Não que eles precisem, estão todos ricos de se invejar, mas podem doar os valores a uma creche. Que seria devidamente batizada de Jaime Câmara. Mas, pelo amor de Deus, que o telhado sequer tenha uma mera goteira. 

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

José Dirceu tenta ( e parece conseguir) a proeza de descer para cima


      Com perceptível azedume, a advogada paulista Rosane me confirmou, em rápida entrevista via celular, que José Dirceu, o sempre poderoso primeiro Ministro afrolusotupiniquim, é o mais novo contratado de um complexo hoteleiro que ela representa.  Trata-se do Hotel Saint Peter,  que fica a poucos metros do Esplanada dos Ministérios e a um pulo do Palácio da Alvorada. Ao que consta,  ele vai exercer o pomposo cargo de  gerente administrativo. O salário, enfatizou ela, tem o valor protegido pelo sigilo entre empregador e empregado. Ato inócuo visto que logo depois apareceu a cifra de vinte mil reais, muito acima dos míseros mil e oitocentos pagos ao gerente que – suprema ironia – não está cumprindo pena no sistema carcerário.

        Não foi por mero acaso que Dirceu escolheu o local para abrigar suas tarefas profissionais, entre as sete da manhã e as 19 horas , como permite a legislação em se tratando de presos do regime semi aberto. Ali, no centro nevrálgico da capital do país, José poderá reinar como uma espécie Ministro sem pasta e ninguém poderá censurar suas ações. 

    O cargo em questão permite que ele receba qualquer pessoa no momento que bem entender. É uma função de trato geral com o público, no mais amplo espectro de clientes, com direito a sessões privadas de interlocução em gabinete fechado. Faz parte das funções do gerente ouvir propostas de clientes, saber de problemas, anotar reclamações e etc. Enfim, campo aberto para continuar tricotando a todo vapor.

    Detalhe importante é que Dirceu se erguerá imponente, quase como se tivesse um Ministério, mesmo na condição de um condenado por corrupção. No majestoso Saint Peter terá à sua disposição confortável escritório, comandará uma equipe de seguranças, supervisionará veículos e motoristas de prontidão, poderá degustar as delícias de um soberbo café da manhã, frequentar o restaurante do hotel, com direito a pedidos especiais ao chefe de plantão, querendo descansar, e na qualidade de gerente, pode utilizar a chefe mestre e se confortar numa das suítes disponíveis. São regalias de qualquer gerente de Hotel.  

      Mesmo ríspida, e deixando claro que não estava a fim de fornecer nenhuma explicação adicional, a advogada da empresa, cujo escritório mantém sede em São Paulo, informou que Dirceu não tem experiência no ramo mas se qualificou em todos os aspectos para exercer a delicada e complexa função.

      Evidente que se ele não fosse um ícone ligado às vísceras do Governo Federal, jamais conseguiria tal proeza. Cinco proprietários de hotéis com os quais em conversei, garantem que nenhum prisioneiro do semi aberto conseguiria cargo semelhante. Uma das mais profundas preocupações dos hotéis é a qualificação ética e honestidade à toda prova de todos os funcionários , sem exceção. Um sujeito cumprindo pena poder ser uma presa fácil à pressão das quadrilhas e larápios de todos os matizes. Seria descartado no ato.

    Afinal de contas, o gerente tem acesso a dados confidenciais dos clientes e ao perfil dos acomodados. Querendo pode saber o número de malas, a natureza do consumo, a data de saída e chegada, o tipo de veículo utilizado e até se os ternos e roupas são de grife de luxo. Evidente que os administradores acreditam na lisura de José Dirceu. Tanto que carteira já foi assinada. Pontos para Dirceu que desafia até a lei da gravidade: o homem cai para cima.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Joga bosta no Joaquim Barbosa, o negro é feito para apanhar, ele é bom é de cuspir.


          O núcleo corrupto do PT, que se lambuza nas frases de Chico Buarque de Holanda para se defender das bandalheiras comprovadas em prosas e versos, bem que pode utilizar o refrão da música “Geni e o Zepillin”, para acomodar mais um rol de impropérios contra  o Presidente do Supremo, Ministro Joaquim Barbosa. Na ótica obtusa, e visivelmente racista, dos condenados no histórico processo, Joaquim Barbosa é uma espécie de urubu expiatório capaz de esconder a realidade que não se pretende encarar. Alvo visível, muitas vezes isolado na coragem que o cargo lhe exige, um rol de hipócritas bate duro, joga bosta e cospe no Ministro.

      Até agora, ele, apenas ele, sofre a ira do petismo raivoso e desonesto. Ninguém culpa o procurador-geral Rodrigo Janot, que antecipou o pedido de prisão dos membros da quadrilha, todos se lixam aos que concordaram com a culpabilidade dos réus e a necessidade de enjaular a corriola. Por que? Porque são brancos? Deve ser. Estão querendo retaliar Barbosa e culpa-lo pelas fadigas coronárias de José Genuíno. Os compadres que defendem a patifaria ignoram que ele se mostrou forte e rígido, com ampla documentação em fotos e video, saudando a prisão de punho cerrado. Não me pareceu combalido e prestes a falecer. O próprio Ministério da Justiça, do governo petista, confirma que a debilidade estilo “pé-na cova”, foi um teatro.

      Condena-se a data em que se firmaram as detenções – 15 de novembro – como se isso representasse uma heresia. Imagine tirar os mensaleiros das praias em pleno feriado? Segundo os que são pagos para ofender nas redes sociais,  “só podia ser coisa daquele negro ordinário e suas macaquices jurídicas.” Para o lulupetismo, negro só tem valor quando está a favor dos mandatários de plantão. Bobagem. A birra contra Joaquim é um caso típico de quem está disposto a matar o carteiro por odiar o conteúdo da carta.

    O distinto Ministro Joaquim Barbosa, ídolo de um geração que está farta de ser roubada, honra o país e dignifica a raça negra. Deu um banho de competência e está certíssimo em utilizar a emblemática data para enfatizar que as coisas devem mudar. Começou com o PT. E dai? Méritos para o partido que está no poder a 11 anos.

      Essa balela de classificar o episódio como julgamento de exceção, de vender os corruptos como presos políticos e afirmar que estamos num país ditatorial, é uma parvoíce digna da esquerda raivosa. Um besteirol sem nenhum suporte, que cai no colo de Lula e Dilma. Afinal de contas, são eles que controlam e mandam  no país.  Não dá para culpar os militares ou a oposição. Outra tese marota é dizer que foram vítimas de um complô da direita burguesa. A não ser que estejam se referindo aos íntimos de Lula como Paulo Maluf, José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e outros. Maluf, espertíssimo, e de sacanagem, não ensinou todos os truques. Incluindo o de ficar livre, leve e solto.
   
No arremate, quanto a julgar e botar na jaula corruptos do PSDB e outros partidos, aguardo com a mesma ansiedade. Cadeia neles. Se puder na mesma cela para dobrar o castigo...  

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A arte de pagar caro para ser roubado



     Se alguém lhe afirmar que a escancarada safadice do segmento politico é o mesmo lamaçal em todos os países, não acredite. É mentira. Já vivenciei experiências em várias nações, e sempre acompanho desdobramentos em dezenas de países, e garanto que o Brasil é um dos mais profícuos celeiros de corrupção do mundo. Sequer nações do cone sul, nessa eterna babel de problemas latinos americanos, conseguem nivelar uma sordidez tão constante e imutável.

    Em nosso imenso quadrilátero, pagamos caro pelo direito de ser roubados. Destaca-se que os representantes do povo, nas esferas: Municipal, Estadual e Federal, recebem salários acima do que  em países generosamente ricos. Nem precisa dizer que o contra cheque dos parlamentares não estabelece parâmetros com a média dos trabalhadores. Trata-se de um esquema tão absurdo que os empregados é que decidem quanto vão receber dos empregadores.

    Não bastasse essa ingrata correlação, os deuses desse sistema viciado e umbilical, podem acrescentar benesses dignas de uma realeza mimada e insaciável. Somos obrigados a quitar o luxo mensal de um aluguel mesmo que eles tenham residência a poucas quadras do local de trabalho. No melado das sinecuras a de se incluir passagens áreas, pagamento de pródigas diárias, ressarcimento nas excursões gastronômicas, garantia de tanque cheio e uma enxurrada de generosidades que se acrescenta de acordo com os humores de ocasião.

    Tudo isso para que? Pela garantia de um trabalho irretocável? Pelo zelo da ética e da produtividade com retorno ao cidadão? Que nada. O que se colhe são as ações mesquinhas, o toma lá da cá, a roubalheira em mil facetas e as artimanhas inconfessáveis. Somos umas bestas de carga. De um modo geral, eles se lixam aos que lhes garante essa inacreditável farra.

  A fatal armadilha é que não podemos, e nem devemos, prescindir dos políticos na essência de democracia. Mas ao contrário do que se imagina, ora por acomodação ora por desanimo, não é necessário perpetuar o modelo destrutivo que se ergueu em solo brasileiro. Urge uma revolta social para exigir mudanças. Caso contrário, na insaturável orgia já estabelecida, nada valerá à pena. A violência com que os políticos nos assaltam se desdobra na coação assassina que se esparrama em todas as direções. Controla o País, uma casta de ordinários com interesses em manter a impunidade que destrói a nação.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF

facebook/jornalistarosenwal

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Corrupção na prefeitura de Goiânia vai bem?


            No cruzamento de dados, e com base em inúmeras fontes que jorram informações todos os dias, eu estou convicto que o prefeito de Goiânia,  o médico Paulo Garcia, é um homem digno, ético e que certamente vai sair do cargo sem participar de falcatruas para enriquecer. Essa é uma realidade compartilhada até pelos adversários mais renitentes. Isso significa que não existem bolsões de corrupção na prefeitura? Infelizmente não. No submundo do banditismo com timbre oficial as quadrilhas continuam agindo.

    A exemplo do que foi identificado em São Paulo, alguns funcionários encastelados em funções de limbo delicado, e com efetivo poder de decisão, devem ser investigados pela natureza dos bens acumulados e estilo de vida incompatível com os medianos salários. As áreas de atuação são muito parecidas com o esquema paulistano, com tentáculos que se espalham nas autorizações para construções de edifícios e múltiplos projetos.

    Consta nos bastidores que pelos menos dois deles já estão na mira de criterioso escrutínio. Minhas fontes garantem que faltam molhos para colocar algumas barbas justamente num grupo de compadres, com oito sócios,  de uma relação extremamente rentável. O grupelho tem Know How e experiência na bandalheira. Vai ser um Deus nos acuda.

  Foi ótimo que Fernando Haddad tenha colocado o olho na fechadura e se mostrou disposto a investir, com verba até do próprio bolso, para desmascarar os ordinários do dinheiro fácil. Que outros chefes possam sentir-se confortáveis investigando os subalternos. Separar o joio do trigo é uma obrigação que defende a maioria do funcionalismo que age nos contornos da honestidade.

     Quem conhece os bastidores sabe, com detalhes que chocam, que muitos dos envolvidos em podridões inconfessáveis estão nesta contra dança desde os tempos de Nion Albernaz. São influentes, poderosos, sabem retaliar quem ameaça suas manobras e sobreviveram ao crivo de muitos administradores que não conseguiram romper esquemas bem arquitetados. Chegou a hora da onça beber água? Espero que sim!

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF

facebook/jornalistarosenwal

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A punição Kafkiana do juiz Ari Queiroz



           Trabalhador incansável, o Juiz Ari Queiroz Ferreira mantém uma produtividade acima da média. Fato que pode ser comprovado facilmente pelas estatísticas disponíveis na estrutura do sistema judiciário.  Corajoso no exercício da função, jamais procrastinou decisões polêmicas mesmo que isso tivesse o efeito de aglutinar inimigos poderosos. Durante décadas, Ari Queiroz dignificou o Judiciário atendendo a imprensa com explicações claras e objetivas. Não foi por mero acaso que ganhou o apelido do “Juiz que fala e o povo entende”.

         É claro que esse perfil, num país em que é melhor ficar na moita, sem agir, do que se expor em trabalho árduo, gerou uma gosma de inimigos e invejosos. Faz parte, ele sempre soube disso. O que não podia imaginar é que seria punido, de forma bizarra e inacreditável, pelo órgão que deveria zelar por juízes com seu naipe de atuação. Ele foi afastado pelo CNJ, Conselho Nacional de Justiça, num processo que o coloca numa espécie de “jaula Kafkiana.”    

       Exposto na mídia de forma brutal, como se fosse um corrupto a ser extirpado da função, está sendo criticado, pasmem, por agir com celeridade demais ( numa ação que se arrasta a mais de vinte anos, envolvendo o poderoso banco Itaú), por se expor em demasia e por sentenças com as quais alguém não concorda. E dai? Então significa que os juízes, não só ele, podem ser afastados por suas decisões?

        Se for assim estamos perdidos. Os juízes vão ter que ordenar suas convicções de olho nos autos e nas reações do CNJ ou de quem reclamar ao órgão? Até um beócio, como eu, na área de direito sabe que tal posição seria a ruína da justiça em terras brasileiras. Estaria implantado um esquema à la Hugo Chavez travestido de democracia.

       Ao que me consta, fato que até o momento ninguém provou o contrário, Ari não tirou nenhum proveito de sentenças em que lavrou o seu nome. Tanto que o CNJ não cita essa possibilidade. É preciso ser bem claro nesse item. Erros de avaliação podem existir e justamente por isso é que existem inúmeras formas de recorrer. Afastar magistrados que contrariam interesses é deduzir que milhares estão em risco.


Qualquer pendenga vai deixar um vitorioso e um derrotado. Ou será que devemos instituir o empate para quem não deseja entrar em rota de colisão?

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vilmar Rocha é o politico do ano sem a chave do cofre


       Normalmente alimento um azedume crônico frente ao resultado que aponta “O político do Ano”. Minha urticária se manifesta porque, regra geral, o escolhido acaba sendo uma figura que detém a chave do cofre podendo liberar verbas publicitárias e contribuir com favores nem sempre republicanos. Para minha grata satisfação, e surpresa, o resultado da última votação fez justiça sem o puxa-saquismo com interesses de gaveta. O secretário do gabinete civil, deputado federal licenciado e presidente do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, eleito pelo Clube dos Repórteres Políticos, o “Político do Ano” (Versão 2012), merece a honraria.

        Homem de fino trato social, com uma cultura rara no mediano celeiro dos que atuam no segmento, Vilmar se destaca por qualidades pessoais raras num pomar em que sobram frutas podres. Cativou respeito dos profissionais de imprensa sem a necessidade de sair distribuindo favores e nunca utilizou o cargo como balcão de negócios. Justo e parcimonioso nas ações cotidianas, revigorou suas funções mantendo a ética.

        Enfrentou duras tempestades, e um vulcão de problemas, sem perder a compostura ou comprometer sua histórica trajetória. Se de um lado cumpriu a função na defesa do Governo, de outro soube absorver as criticas com a dose necessária de dignidade. Não aprovou e não aprova retaliações, perseguições ou vinganças comezinhas. É um diplomata por concepção de vida.

        A não ser por minguados desafetos que tiveram interesses contrariados, Vilmar Rocha não planta inimigos, acredita na colheita de amigos que cultiva com facilidade. Admirado na imprensa nacional pelos conhecimentos e pela defesa de uma lei de imprensa justa e moderna, tem ampla aceitação dos que entendem a legislação que trata desse tema.

  Parabenizo o Clube dos Repórteres Políticos pela lúcida e gratificante indicação. Vilmar Rocha dignifica a premiação. Sua escolha demonstra que é possível ser reconhecido sem ocupar cargos que possam oferecer um generoso troco. Oferece aos poucos que ainda procuram realizar política em tom maior, um ânimo especial, um folego novo. Na minha concepção esse é um bom serviço  do Clube dos Repórteres Políticos: votar, e destacar, quem possui méritos próprios, sem abrir a famosa torneirinha que jorra recursos do contribuinte. Valeu.

Rosenwal Ferreira: Jornalista e Publicitário
Twitter: @rosenwalF
facebook/jornalistarosenwal

Instagram: jornalistarf